Assim funciona a ironia

O Brasil é um país sério. Na verdade, sério no papel, que inclusive representa muito bem, porém na prática o nosso país é bem engraçado. Veja, se o Brasil fosse meu pai observe como ele iria me tratar ao me dar um castigo.

– Pai, fiquei de recuperação na escola. (Eu falando para o meu pai Brasil.)

– Ahhh, você sabe o que acontece com quem fica de recuperação aqui em casa, não é? Aqui é castigo. Terá que ficar trancado no seu quarto por 4 semanas.

– Mas pai, minha viagem é semana que vem!

– Vou conversar com sua mãe.

Fui viajar, me divertir por uma semana e nada do meu pai, o Brasil, conversar comigo. Entretanto ao chegar em casa ele diz:

– Conversei com sua mãe e ela chegamos a conclusão que você vai ter que ficar trancado por 2 semanas. Terrível seu comportamento ao reprovar uma matéria. Terrível!!!

– Justa aplicabilidade da lei caseira meu amável pai. Obrigado. – Afinal meu pai foi Legal (tanto no sentido da lei como no sentido do pai) , me deixou viajar e ainda me concedeu apenas metade da pena. Que beleza!!!

As coisas funcionam exatamente assim Aqui. O STF não quis se decidir antes das eleições sobre a ficha limpa. Então ficou no empate e disse: “façam-se as eleições, decidimos depois!”O nosso presidente, na época, não quis escolher ninguém para fazer o 11º voto, o de desempate. Por quê? Por que isso é engraçado! E mais, ele ainda disse que deixaria a escolha do 11º ministro do STF para o próximo presidente eleito. E assim foi. Agora a pergunta, será que o próximo presidente não faria a escolha do ministro de forma casada? Como assim? Escolho você para o Supremo e seu voto será X (a favor ou contra a ficha limpa)? Seria possível? Sinceramente, acho que Não, pois o Brasil é uma país sério.

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O palhaço e o ventríloquo.

Nunca gostei de palhaço, mas o Tiririca me fez gostar. Eu estou acompanhando a candidatura dele e estou vendo como está passando por maus bocados. De início tentaram impedir a candidatura porque ele não declarou bens em seu nome. Questionado sobre isso apenas respondeu: “Meus bens estão no nome de outras pessoas devido a questões jurídicas.” Talvez não estejamos acostumados à sinceridade que tanto pregamos, mas muitas pessoas próximas a mim e a você leitor, já recorreram a tal prática.

Alguns candidatos, se sentindo ameaçados, resolveram investigá-lo. Pelo visto não deu em nada. Resolveram então tentar outra frente. Que tal verificar se ele não seria analfabeto? E é isso que está sendo feito. Pelo visto, vão aplicar um teste para saber se ele é analfabeto? Vamos ver o que dá. Mas pra falar a verdade gostaria de ver o que ele pode fazer como candidato. Artista tem uma sensibilidade que muitos políticos não tem.

Em relação ao analfabetismo, montei um cenário, muito mais pra discussão do que um sentido prático. Imagine a situação hipotética onde o analfabeto pode se candidatar no Brasil. Entretanto uma emenda constitucional fosse criada para proibir a candidatura dele? Todos os analfabetos anteriores a emenda poderiam se candidatar? Somente os novos analfabetos não poderiam se candidatar? Esse paralelismo valeria para o caso do ficha limpa? É uma discussão difícil, até porque lei eleitoral tem peculiaridades em relação a outras leis.

Outro assunto que gostaria de falar é sobre um novo talento do Stand-Up brasileiro. Ventríloquo Roriz. O show que ele deu ao anunciar sua esposa como candidata ao governo do DF é coisa de gênio. O trecho mais hilário foi:

– Roriz, você participará do governo da sua esposa?

– Não sei, se ela me chamar?

Agora um trecho que me chamou atenção da nova candidata; com vocês Dilma Roriz, quero dizer, Weslian Roriz:

– Dona Roriz, o que você já fez por Brasília?

– Eu trouxe o primeiro cão guia para Brasília. Trouxe-o do Canadá!

“Agora fiquei na dúvida, o Roriz é Canadense?”

Enfim, pelo visto Roriz tá mais pra ventríloquo do que pra cão guia. Se bem que, se o povo brasiliense a eleger será um claro sinal de cegueira.

STF? Tô HorRORIZado!

Quando dizem que o Roriz só é votado por pobres, vejo que isso é mentira. Ontem vi 5 votos a seu favor. Aonde? No STF! Uhulllllllllll.
Incrível como um “Supremo” pode ser tão constitucionalista. Não é atoa que tio Joaquim Roriz, o Quindim Roriz diz:
Sou candidato, a constituição me garante.
Pelo visto Joaquim, você é Supremo.