“…que eu quero o mesmo que você”.

Tenho andado distraído, impaciente e indeciso.

E ainda estou confuso, só que agora é diferente: estou tão tranqüilo e tão contente.

Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada para ninguém.

Me fiz em mil pedaços pra você juntar. E queria sempre achar explicação pro que eu sentia.

Como um anjo caído, fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.

Mas, não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.

Já não me preocupo se eu não sei por que; às vezes o que eu vejo quase ninguém vê; eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito, o Infinito é realmente um dos Deuses mais lindos.

Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?

Me disseram que você estava chorando… E foi então que eu percebi como te quero tanto.

Já não me preocupo se eu não sei por que.

Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê.

Eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu quero o mesmo que você.

Me espanta e emociona ao mesmo tempo a maestria do Renato Russo. Sério, ele é a definição perfeita de poeta: conseguir expressar com exatidão coisas que todo mundo sente, mas não consegue explicar.

O normal é a gente pegar uma letra de música e destrinchá-la, analisá-la, traduzi-la em palavras mais simples. Nesse caso, o Renato já destrinchou, e eu vou fazer o trabalho inverso: vou dar a matéria prima.

Ele poderia apenas ter escrito: Continuar lendo

Anúncios

Como fazer uma dedicatória

Percebi que muita gente procura no Google dedicatórias para livros. Mas aí é que tá: não tem graça nenhuma receber um presente com dedicatória sabendo que não foi a própria pessoa que escreveu. A graça – e a magia – da coisa está em expressar nosso carinho em palavras para a pessoa especial, e essa idéia é o fundamento do tutorial a seguir.

Uma pequena observação antes: não precisa ser escritor para redigir um texto bom. Texto bom é aquele que cativa as pessoas, lembre-se disso. 😉

Passo 1: Continuar lendo

Sentimento inicial

Hoje eu acordei diferente. Abri os olhos e não dei a levantada abrupta habitual. Não, eu simplesmente abri os olhos, e fiquei ali, olhando para o teto. Vi através da cortina o brilho do sol, e ao afastar apenas uma frestinha, ainda deitada, pude ver o céu azul, sem nenhuma nuvem no céu.

Sentei na cama e abri a cortina de vez. O dia estava lindo, do jeito que eu gosto: céu azul, sol, árvores verdes e um vento refrescante para contrastar com o calor. Levantei e fui me arrumar. Durante todo esse procedimento habitual, havia algo de diferente, mas eu ainda não havia parado para refletir de verdade. No pensamento, só corriam idéias soltas flutuantes.

Escovar dentes – banho – escolher a roupa – vestir a roupa.

Me olho no espelho e vejo que há algo de diferente. Pego o pente e começo a pentear vagarosamente os cabelos. Encaro o espelho, mas sem olha-lo de fato. De relance, vejo um reflexo colorido, e ao olhar na direção do reflexo, é uma revista com uma manchete chamativa. Leio a manchete. Continuar lendo

A voz do Samba

Pandeiro, só no batuque. Melodias simples, letras expressivas.

Cavaquinho, bumbo, tamborim. Também piano, violino, e flauta. Até caixinha de fósforos vale, ou qualquer coisa que faça som. O lance é batucar com sentimento.

Samba é sentimento puro. Mas sempre positivo, mesmo com melodias e letras melancólicas – se é que é possível…

E é.

É acolhedor e sarcástico. É a melodia do avô.

Os corações normais fazem tu-tum. Tu-tum.

O Brasil, com seu formato de coração, faz tu-qui-ti-co tu-qui-ti-co tu-qui-ti-co

😀

Dá um desconto e facilita a minha vida na parte da sonoplastia hauhauha!

Ao som de Zeca Pagodinho

O Tango e sua história

Adoro quando o blog ganha colaborações interessantes… Deu até vontade de aprender a dançar tango depois de ver os vídeos, haha! 🙂

por Luiz Fernando

Con permiso… ¡Yo soy el Tango…!

Yo soy el tango que llega por las calles del recuerdo…
¿Donde nací? Ni me acuerdo, en una esquina cualquiera.

Una luna arrabalera y un bandoneón son testigos.
Yo soy el tango argentino, cuando guste, ¡cuando guste y donde quiera!

 

Com licença… Eu sou o Tango!

Eu sou o tango que chega pelas ruas das lembranças…

Aonde nasci? Nem me lembro, em uma esquina qualquer.

Uma lua suburbana e um bandoneón são testemunhas.

Eu sou o tango argentina, quando goste, quando goste e onde queira!

(Letra de Gotan Project, Inspiración, La Cumparsita)


 

Complexo por natureza e heterogêneo por formação, o tango é hoje muito mais do que uma música, uma dança. Gerado nos berços híbridos da região do Rio da Prata, o estilo tango obteve suas várias facetas e formas, acrescentando a si a cultura de quem direto ou indiretamente o formatou.

Explicar o tango a quem não o conhece de verdade é muito difícil. Dança sensual, música bem construída, movimentos firmes e elegantes, letras pesadas e técnicas avançadas, todos são visualizações superficiais do tango que apenas definem o visual e o audível. O tango vai além, entra no âmago do espírito de quem o ama, transforma a vida de quem o deseja. Caminhar é tango, se relacionar também. Pensar, sentir, beijar, amar, conversar, trabalhar, sonhar, tudo isso é ser tanguero. A dança e a música são apenas instrumentos da vida e reflexos de quem vive o tango. Continuar lendo

Os livros e suas dedicatórias

Oi gente! Dessa vez eu não venho escrever post nenhum! Venho apenas apresentar um post interessante que a minha amiga Jana escreveu como colaboração pro Ermo!

É, o Ermo adora colaborações interessantes! Se você quiser, vem ser mu amigo e me cative, quem sabe eu não permito também? Hauhauhuha! =P

Com vocês…Jana!

Fui convidada pela Lulu para fazer um post para o Ermo. Então, senta que lá vem história 😉

 Ano passado, estava fazendo um trabalho para a faculdade e peguei vários livros na biblioteca. Pra minha surpresa, ao abrir um dos livros, encontrei a seguinte dedicatória:

 

“À querida amiga Eliana, que muito me recorda o início dos anos 70, quando começávamos o Mestrado em Economia. Com a certeza de que o Brasil ganhará muito com o seu regresso. Um abraço afetuoso do X (não consegui decifrar a assinatura). Brasília, 11 de março de 86 (pelo menos eu acho que é 86…)” Continuar lendo