O medo

O medo nos impede de fazer as coisas mais legais, de expressarmos nossas características mais marcantes, de falar as coisas mais belas.

O medo gera a timidez, a vergonha; ele reprime, deprime, constrange.

A gente se embrulha no medo inconsciente, imaginando coisas, e passamos a evitar a vida. Perdemos oportunidades e deixamos pessoas bacanas simplesmente passarem. Tudo culpa dele.

Talvez se a gente tentasse arriscar, poderíamos ter um resultado frustrante. Mas pelo menos tentamos, e então podemos seguir em frente. Ou não, podemos ter sucesso. E desfrutar desse sucesso.

Cliquei sem querer num vídeo genial. Impressionante como as crianças nos inspiram:

Rotina

Era uma vez um rapaz em seus 25 anos. Todos os dias ele acordava no mesmo horário, vestia o mesmo estilo/cor de roupa, e ia trabalhar. Estacionava na mesma vaga. Na hora do almoço, comia sempre no mesmo restaurante e se sentava na mesma mesa. Todo dia, a mesma coisa.

Era uma vez também uma garota em seus 22 anos. Todos os dias ia para a aula, se sentava no mesmo lugar e seguia a mesma rotina diária. Todos os dias.

Um dia o rapaz resolveu dar bom dia ao porteiro, coisa que nunca fazia. Resolveu mudar o restaurante, experimentou uma nova cor de camisa. Estacionou em uma vaga diferente até.

Um dia, a garota sentou em outro lugar na aula, e passou a ter uma perspectiva diferente da aula. Resolveu ajudar mais em casa e a deixar o café da manhã pronto para seus familiares. Mudou sua rotina.

Mudar não significa somente “ser o contrário do que é”. Mudar é também fazer algo que, até então, não fazia. É procurar pensar um pouco diferente do que veio pensando até hoje. É, também, fazer um algo a mais: tomar uma atitude, tomar uma decisão, querer mudar para melhor!

[Mitsuaki Manabe]

 

O motivo da separação

Tenho pena da Yoko… Afinal de contas, ela é sempre tida como a grande culpada por tudo. Sim, a Yoko em questão é a Ono, e o “tudo” do “culpada por tudo” é a separação dos Beatles.

Eu, como Beatlemaníaca que sou, não acho que ela foi a grande culpada não. Existe um fator na lei da natureza que eu demorei a entender, mas depois que percebi, as coisas se tornaram um pouco claras. Agora é possível enxergar isso em vários contextos diferentes.

Os Beatles começaram como várias outras bandas também começaram naquela época: um empresário os adotou e começou a trabalhar em sua promoção. Porém, a grande diferença deles para as várias outras bandas era a essência e a atitude: eles queriam ser famosos, mas adotavam uma postura de piada, descontraída, com relação a isso; eles queriam ganhar dinheiro, mas a ostentação não tinha espaço no coração deles; eles não tinham medo de inovar e sempre buscavam ser melhores músicos. Ah, e acima de tudo, eles eram muito unidos.

Juntando tudo isso, temos Continuar lendo

Dançando na chuva

Na tentativa de ser uma boa escritora, levou algum tempo para eu perceber algo importante. Obviamente a grande meta é ser reconhecida por isso; mais óbvio ainda é saber que essa meta só será atingida depois de certo tempo de prática. Até lá, terei minha oportunidade de escrever todos os meus textos ruins para, então, registrar os bons.

Voltando ao algo importante, sim… percebi que mais importante do que atingir a minha meta é saber reconhecer os textos bons das outras pessoas. Além de ser um treino de humildade, é um fato que, de alguma maneira, envolve a natureza humana: é impossível se atingir o nível máximo de algo; sempre há mais um degrau a subir, e o verdadeiro expert é aquele que nunca para de subir. Em outras palavras, se sempre há mais um degrau, sempre há alguém melhor do que nós.

Com essa idéia, decidi compartilhar um mini-texto que, apesar da extrema objetividade, é um dos textos mais perfeitos que eu já li. É de autoria desconhecida, mas aposto que a pessoa que disse (ou escreveu) isso é um grande sábio. Leia, e entenderá o porquê. 🙂

“Viver não é esperar a tempestade passar; é aprender a dançar na chuva.”

Vamos todos dançar na chuva, porque é algo realmente divertido de se fazer! 😀

O homem da “voz de ouro”

Imagino que muitos certamente já ouviram falar de Ted Williams. É, nesse mundo de internet, a notícia corre solta, e em segundos, uma pessoa extremamente comum consegue ganhar uma notoriedade fora do normal.

Foi exatamente o que aconteceu com Ted Williams. Ele tinha uma vida normal, e por causa de bebida e drogas ele conseguiu arriunar tudo, virando mendigo. Porém, sempre com fé ele tomou a decisão de tentar dar a volta por cima e resolveu, com toda a humildade, divulgar para o mundo o seu talento natural. Um dia a sorte (ou seria graça Divina, como ele mesmo acredita?) veio ao seu encontro, e uns caras filmaram ele, mostrando seu talento e seu apelo de ajuda para o mundo.

Como eu falei no começo, nesse mundo de tecnologia, as notícias correm. E a ajuda veio.

Vejam aqui uma reportagem portuguesa falando sobre ele:

E essa é mais uma prova que a gente sempre pode recomeçar. Sempre, não importa a idade e a condição. Dar o primeiro passo para a mudaça é preciso (como diria o Mestre Yoda, hehehe).

Sério, eu fico repetindo o vídeo toda hora, é massa demais ver esse cara falando. 😀 Continuar lendo

Véspera de ano novo

Ele estava no andar de cima, terminando de se arrumar para a festa que já havia começado lá embaixo, no salão. Colocou a camisa, e ao abotoar, olhou para a janela distraído.

Lá estava o jardim, todo iluminado, bonito, com o céu escuro e estrelado à mostra. Sentados em um banquinho estavam seus avós, conversando abraçados. Distraído com a camisa, seus pensamentos tomaram conta de sua consciência e ele começou a se lembrar de algo que seu avô dissera há muito tempo:

“Filho, ano novo não é que nem carro novo.”

“Como assim, vovô?”

“Quando você tem um carro velho e vai trocar por um novo, você faz isso por não está mais satisfeito com o carro. Assim, você vai na loja, deixa seu carro velho e sai de lá com um novo, o que o deixará satisfeito.”

“Humm…não entendi.”

“Bem, você não troca o ano velho pelo novo; a noite em que se comemora o ano novo é a mesma noite de todos os dias, afinal o sol vai nascer da mesma maneira no dia seguinte. O que muda é a nossa concepção de vida. É isso que nos deixa mais fortes, saber que teremos a oportunidade de fazer diferente e melhor.”

Ele começou a rir sem perceber. Se olhou no espelho, se deliciando com a lembrança repentina, e se sentiu leve e tranqüilo. Lembrou que a cada ano que passava, ele fazia resoluções, e se deu conta que hoje ele já tinha conquistado muitas dessas. Percebeu que os ensinamentos simples, às vezes até clichê, de seu avô foram importantes.

Terminou de se arrumar, e ao sair do quarto deu uma ultima olha pela janela, no seu avô. As únicas palavras que vinham em sua mente eram “muito obrigado”. Inundado pelo sentimento de gratidão, ele apagou a luz e desceu para a festa.

A história dos Beatles

Que eu gosto de Beatles não é nenhum segredo. Muitos devem imaginar que o grande motivo por trás disso é o mesmo motivo que leva qualquer pessoa a se tornar fanático por alguma banda. Naturalmente, é o mesmo motivo sim, porém com um algo a mais, que vou explicar agora.

Eram quatro garotos que não tinham muito dinheiro (eles pertenciam à “classe operária”, como chamavam na época), vivendo em uma época onde o mundo estava abalado por causa da guerra. Encontraram na música um suporte e esperança por dias melhores. Se uniram e começaram a trabalhar arduamente almejando atingir seu objetivo: fazer sucesso com uma banda de rock.

Eles fizeram sucesso – e como fizeram! Mas lá no fundo, eles meio que não levavam toda notoriedade tão a sério assim, afinal a fama é algo extremamente volátil. E eles sabiam disso, e tinham plena consciência de que tudo poderia durar um, dois ou dez anos. Quem saberia? Ninguém. Afinal, é como um amigo meu costumava dizer: “Não tenho certeza nem que o sol vai nascer amanhã”.

O sucesso foi uma explosão. O próprio John Lennon falava que era como um furacão: tudo em volta fica maluco, menos no centro, que é a parte mais calma. Eles eram o centro, e tudo em volta era o furacão. Essa metáfora não poderia ter sido melhor colocada; se você procurar no youtube pode achar vídeos da Beatlemania, mostrando as pessoas enlouquecidas por onde quer que eles passassem.

Boa parte do sucesso deles era devido ao carisma contagiante dos quatro mais a criatividade ilimitada deles. É, eles não tinham medo de ousar, e graças a essas Continuar lendo

Desculpe Jabor! Love is all we need.

Olha… confesso que agora sim não resta nenhum indício de angústia por causa do que li naquele blog (para entender a história, clique aqui). E gostaria de aproveitar o momento para pedir desculpas em público ao Arnaldo Jabor. Quero dizer, depois de uma coisa que ele disse sobre shows de rock eu passei a não gostar dele, e isso me fez descartar qualquer coisa cuja a fonte fosse ele. Para mim, ele não passava de um babaca arrogante e elitista da rede globo. Tá, preconceito, eu sei. Estou me desculpando, afinal recebi um texto dele o qual acho que todas as pessoas deviam ler.

Sim, apesar da visão elitista, ele tem visão sobre as coisas, e isso é importante. Quem nunca falou bobagens para defender sua emissora, afinal de contas? Todo mundo já! 😛

Enfim, Jabor, prometo que meu preconceito com relação às coisas que você diz acabaram agora. Você me cativou, haha! Ponto!! \o/

Nem tudo está perdido, pessoas! Hehehe, poderei tomar meu sorvete em paz hoje. 🙂

Estamos com fome de amor

Color conquest - part II
Arnaldo Jabor

O que temos visto por ai ??? Continuar lendo

Crescer na vida = criar vínculos

Em meu aniversário (que foi há um mês atrás), eu ganhei um presente engraçado. “É para você crescer na vida”, disse meu presenteador, em meio a risos difíceis de serem contidos. E me entregou um embrulhinho prateado, ligeiramente pesado, com uma textura rígida.
Pelos risos, eu imediatamente me desfiz que qualquer expectativa. Afinal de contas, sabia que iria me surpreender, e preferi me entregar a esse sentimento. Abri o pacotinho.

Como esperava, me surpreendi. Tirei de dentro um potinho de formato cilíndrico, tampinha vermelha e uma embalagem escrito “pó royal”. Faz sentido, afinal, era pra eu “crescer na vida”. Uma piada materializada, hahaha.

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Como caçar macacos

Hoje, no final da aula de prática desportiva (é que na faculdade, “educação-física” tem esse nome, hahaha) o professor reuniu os alunos e pediu para que ouvissem a leitura de um texto. Um tanto intrigados (afinal, aquela era uma aula de prática, e assim, textos não têm nada a ver), porém aceitando a sugestão (afinal², a cada aula o professor inventa um jogo diferente), os alunos se aquietaram e ouviram.

Era a história de um macaco que adorava cerejas. Um dia, ele viu uma cereja muito apetitosa e resolveu ir atrás. Porém, a cereja estava dentro de uma garrafa de vidro. O macaco então enfiou sua pequena mão na garrafa e agarrou a cereja. Mas ele não conseguiu tirar o punho fechado com a cereja da garrafa, afinal o gargalo era mais fino. Continuar lendo