E agora Joaquim?

Era uma vez um governante. O nome dele era Joaquim Doriz, tinha fazendas, várias cabeças de gado. Ele governava uma terra sem lei. Apesar de dizer que ama a cidade, não mora nela. Mesmo assim insistia em dar lotes, dava pão, dava leite fabricados em sua própria fazenda, custeadas pelo quadrado, mas só dava para os mais necessitados (leia-se pobres ou miseráveis).

Certa vez, conversando com seus aliados numa sala gravada por câmeras devidamente custeadas pelo “quadrado”, ele falou sobre educação.

Dou pão e leite. Isso é que o povo precisa pra crescer. Educação só faz o povo ter crítica e isso não é boa coisa para as eleições no futuro.

Certo dia um palhaço se candidatou, um candidato SEM educação. Não é que o palhaço ganhou. O palhaço saiu do povo, do mesmo povo que o governador não quis dar educação. Se o governador tivesse proporcionado o dom da crítica as pessoas, quem sabe ele não perderia para alguém mais preparado. Pior do que perder é ser humilhado. Palhaçada, né?

E agora Joaquim?

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Democracia?

Hoje temos uma colaboração de um Bróóóther! Meu amigo Luiz Fernando. Ele estuda relações internacionais e tem uma visão bem legal da situação do país. Vale a pena parar e ler. Recomendo.

Essa semana, como muitos puderam ver, fiz alguns comentários no blog quanto às críticas e análises políticas em Brasília e no Brasil, no geral. Foi dessa forma que meu caríssimo e querido amigo Euler Alencar me pediu que escrevesse sobre as diretrizes políticas atuais, levantando pontos e aspectos que considero interessantes e pertinentes. Bom, primeiro deixo claro meu perfil um tanto quanto crítico e cético, ao passo que, de certa forma, idealista e exigente. Assim preparo vocês antes pra “bomba” que me propus a escrever.

Pra começar, devo trazer novamente à tona uma frase que já utilizei num dos meus comentários: falar sobre as eleições é, necessariamente, falar sobre a democracia. Desde que comecei a analisar e estudar políticas e suas ciências – o que engloba a democracia – sempre averiguei que eleições são eventos que normalmente ocorrem em democracias. Portanto, é evidente que não trato de ditaduras nem períodos semi-democrático, por mais que vícios existam, como currais eleitorais e intervenções no processo eleitoral, não sendo cabível comparar momentos. Em seguida vos pergunto pragmaticamente: o que é democracia? Será que a vivemos? Como podemos saber? É sobre as linhas gerais destas perguntas que previamente concluo o quanto nós brasilienses não somos democráticos.

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Vergonha Alheia

O sentimento de vergonha alheia é um dos piores “sentimentos sociais”, vamos assim dizer. Eu tenho muito isso, e tentarei traduzir para vocês.

Vergonha alheia é o limite máximo da cara de pau (a.k.a falta de senso) do outro que exala e impregna no próximo a ponto do próximo sentir vergonha pela pessoa. Só que é uma cara de pau que tem a intenção de ser levada a sério. Se fosse cara de pau proposital, imagino que nem rolaria vergonha alheia.

Neste momento minha indignação chegou a tal ponto que eu não estou conseguindo organizar minhas idéias e palavras para escrever. Porém eu preciso escrever algo para poder, pelo menos, desabafar um pouco esse sentimento que está impregnado em mim.

O motivo dessa indignação? Ah, se você der uma lida rápida nos 5 posts anteriores, você vai entender. Mas vou facilitar sua vida:

  1. O STF declarar, abertamete, que foi comprado pela corrupção, e ainda dar argumentos CONTRA a lei que assegura a população do impdimento dos corruptos a se elegerem.
  2. Roriz se resignar da candidatura e colocar a ESPOSA dele no lugar faltando uma semana para as eleições (falta de respeito com os eleitores, afinal a campanha foi para o Roriz e não para a Roriza, ela só pegou rebaba).
  3. Wesliam Roriz achar que somos idiotas como ela e se submeter a isso.
  4. Saber que o Brasil estará, nos próximos 4 anos, em sua maior parte (acredito que ainda há esperança em alguém) nas mãos de corruptos e sub-celebridades, pessoas ALTAMENTE (AHAM, SENTA LÁ CLAUDIA!) preparadas para guiar um país inteiro.
  5. Todo mundo achar que “se a vida não deu certo, vou me candidatar, dinheiro fácil, entende”. #corruptosfeelings
  6. A total falta de bom senso dos JUÍZES, aqueles que JULGAM (pra que serve título de eleitor mesmo?)
  7. A política do Brasil chegou a tal ponto que o Tiririca não é a figura de palhaço, ele apenas usa as roupas. Palhaço é Weslian Roriz, Joaquim Roriz, qualquer Roriz que está se candidatando, ministro Gilmar Mendes, etc, afinal eles nos fazem rir com suas aprontações.
  8. Todo mundo acha que o Congresso virou picadeiro.

Agora, se preparem. Se você tem vergonha alheia, meu, respira fundo porque essa é bomba. E se você não tem vergonha alheia, bem… poderá começar a ter!

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Desabafo Político

Hoje eu fui abordada na rua e fizeram uma pesquisa política comigo. Achei engraçado, afinal só o que me ocorreu na mente foi que sempre quando eu via essas pesquisas políticas por aí, eu sempre dizia: “isso é feito apenas com uma parcela pequena da população, não podemos levar isso como lei”.

Bem, pensando na estatística, to começando a perceber a minha responsabilidade em responder essa pesquisa. Afinal, eu to representando uma porção da população brasileira todinha.

E é justamente a porção dos alienados, eu diria – infelizmente.

Sim, hoje eu vi Continuar lendo

Época de política

Estamos começando a nos envolver com a política. Essa época é impossível olhar para fora e não se envolver nesse novo clima. O Brasil passa hoje, na minha opinião, por uma nova fase na política. Hoje temos os dois principais candidatos à presidência sem nenhum carisma, mas ao mesmo tempo, vejo dois candidatos extremamente competentes para guiar o país. Sim, tanto José Serra, como Dilma Rousseff são candidatos com uma história política que os credenciam a chegada até o Planalto.

Dilma ao assumir a Casa Civil, passou a coordenar os principais programas do governo Lula. Não se pode dizer que ela não possui experiência para conduzir nosso país. Já José Serra foi um ótimo ministro da saúde. E a aprovação dele foi de 39% no estado de São Paulo, dando a ele a 3ª melhor avaliação para governador. Com certeza, temos dois ótimos candidatos a presidência, a escolha acredito que se dará muito mais pela preferência do eleitor do que pela competência dos candidatos.

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Cabeça de Bagre III

Incrível como o poder é inversamente proporcional a sensatez. Não é a toa que vemos algumas notícias de políticos tais como:

Prefeito proíbe moradores de morrer.

Fonte: Brasil RIP.

Ou ainda:

Prefeito proíbe homossexuais em cidade do Paraná.

Fonte: Brasil e seu poder.

Coisa como estas mostram apenas a falta de bom senso dos políticos. Mas o que vem me impressionando nesses últimos dias é falta de respeito com a educação neste país. A notícia que tenho é a seguinte: Continuar lendo