Dê 50 reais, mas não dê intimidade

Intimidade é um monte de dejetos fecais – já dizia a filosofia de rua

Que buscou expressar, através desse pensamento

A possível evolução das relações sociais.

No ato de se apresentar a alguém

A boa aparência faz seu filme

A boa educação gera elogios

E sua simpatia consolida o projeto de futura amizade.

Anos se passam

E pouco importa se seu cabelo está um fuá

Se repentinamente sobe um cheiro desagradável ao seu redor

Ou se você se enerva por comerem da sua batatinha do Mc Donald’s,

E sai perguntando irascivelmente por aí se as pessoas têm copo.

Não tem copo? Bem… pobre de você.

Olhando assim, você pode achar ruim

Que os anos tenham se passado;

Ou sentir saudade do momento em que se conheceram

Onde tudo cheirava como flores num jardim.

Bem, olhe por um outro ângulo:

Apesar de tudo estar cheirando como bom-ar agora

É meio impossível encontrar falsidade

Em alguém capaz de contar detalhes

Do copinho que utilizou

No exame que realizou

– sim, aquele mesmo não muito agradável

Unanimemente não reprovável,

Envolvendo novamente

Os mesmos dejetos mencionados

Na filosofia de rua aparente.

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Peidei mas não fui eu!

Peid´água

O peido é uma matéria de alto teor filosófico. A flatulência é vista com um poderio igual ao de uma bomba em alguns casos. Tem o poder de destruir o poder, o respeito, o status e até iniciar batalhas. Quem nunca ficou com medo, por exemplo, de peidar na frente da paquera, na frente do chefe, na frente de alguém que considere importante? E para completar, me faço a pergunta: “por que o pum é considerado tão ofensivo?”.

Creio que isso acontece por que culturalmente existe um certo preconceito contra o pum. Olha a relação do peido e o arroto. A diferença é apenas vetorial mas se você arrota sem querer, peça desculpas e ponto final. Tudo resolvido. Agora se você peida sem querer Continuar lendo