Victor Borge

Eu sempre gostei de música. Imagino que é coisa de família, afinal de contas, todo mundo na minha família sempre incentivou e ouviu música. Não seria exagero se eu falasse que 80% da minha influência musical vem deles.

Me lembro quando eu tinha uns 8 anos, quando ia pra igreja, ficava fascinada com a maestrina tocando piano. Eu lembro que ficava olhando, maravilhada, sonhando em um dia por meus dedinhos naquelas teclas….

Bem, meu sonho meio que se realizou, aprendi a tocar piano e desde então meu sentimento pela música e pelo piano é algo profundo, intenso, inexplicável (UUUI). Infelizmente, por razões Unbísticas eu não tive mais tempo para estudar piano. 😦

Hoje meu professor mostrou um vídeo de um cara fodástico no piano. O nome dele é Victor Burge, um inglês que era foda (eu já disse isso, mas é que ele realmente é cabuloso) e que fazia programas de comédia envolvendo música erudita para arrecadar fundos para a orquestra de Londres (??  acho que é isso, meu professor falou essa informação muito rapidamente, ehehehe).

Enfim, eu vim mostrar pra vocês também se apaixonarem intensamente pelo piano, e se divertirem um pouco haha! 🙂

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A voz do Samba

Pandeiro, só no batuque. Melodias simples, letras expressivas.

Cavaquinho, bumbo, tamborim. Também piano, violino, e flauta. Até caixinha de fósforos vale, ou qualquer coisa que faça som. O lance é batucar com sentimento.

Samba é sentimento puro. Mas sempre positivo, mesmo com melodias e letras melancólicas – se é que é possível…

E é.

É acolhedor e sarcástico. É a melodia do avô.

Os corações normais fazem tu-tum. Tu-tum.

O Brasil, com seu formato de coração, faz tu-qui-ti-co tu-qui-ti-co tu-qui-ti-co

😀

Dá um desconto e facilita a minha vida na parte da sonoplastia hauhauha!

Ao som de Zeca Pagodinho

O Tango e sua história

Adoro quando o blog ganha colaborações interessantes… Deu até vontade de aprender a dançar tango depois de ver os vídeos, haha! 🙂

por Luiz Fernando

Con permiso… ¡Yo soy el Tango…!

Yo soy el tango que llega por las calles del recuerdo…
¿Donde nací? Ni me acuerdo, en una esquina cualquiera.

Una luna arrabalera y un bandoneón son testigos.
Yo soy el tango argentino, cuando guste, ¡cuando guste y donde quiera!

 

Com licença… Eu sou o Tango!

Eu sou o tango que chega pelas ruas das lembranças…

Aonde nasci? Nem me lembro, em uma esquina qualquer.

Uma lua suburbana e um bandoneón são testemunhas.

Eu sou o tango argentina, quando goste, quando goste e onde queira!

(Letra de Gotan Project, Inspiración, La Cumparsita)


 

Complexo por natureza e heterogêneo por formação, o tango é hoje muito mais do que uma música, uma dança. Gerado nos berços híbridos da região do Rio da Prata, o estilo tango obteve suas várias facetas e formas, acrescentando a si a cultura de quem direto ou indiretamente o formatou.

Explicar o tango a quem não o conhece de verdade é muito difícil. Dança sensual, música bem construída, movimentos firmes e elegantes, letras pesadas e técnicas avançadas, todos são visualizações superficiais do tango que apenas definem o visual e o audível. O tango vai além, entra no âmago do espírito de quem o ama, transforma a vida de quem o deseja. Caminhar é tango, se relacionar também. Pensar, sentir, beijar, amar, conversar, trabalhar, sonhar, tudo isso é ser tanguero. A dança e a música são apenas instrumentos da vida e reflexos de quem vive o tango. Continuar lendo

O essencial

Ontem me mostraram um blog que falava sobre relacionamento amoroso.  Li um post, achei engraçado, e comecei a ler outros. A medida em que lia, sentia uma certa angústia; as coisas que eram discutidas lá eram reais, mas abordavam apenas um lado do relacionamento: o material. Muito se falava em como se comportar, como se vestir, estilos, traição, correr ou não correr atrás, orgulho, sexo, quem paga a conta no final, etc, etc, etc.

Sim, são coisas presentes no relacionamento e fundamentais que sejam corretamente “administradas” para que a coisa dê certo. Mas não podemos esquecer que a base de tudo não são essas coisas. Há um outro lado: o sentimento. Quando há sentimento, as coisas fluem. Quando nos permitimos ter o sentimento, os pontos materiais apenas seguem o ritmo. O sentimento é a essência, ao meu ver.

E nesse blog pouco se falava da importância desse outro lado. O relacionamento é formado pelo equilíbrio entre os aspectos materiais e o sentimento. 50% de cada.

Enfim, tinham coisas interessantes até, mas a superficialidade me deixou angustiada, como se todos estivessem submetidos a Continuar lendo

Se você estivesse aqui hoje…

Fases iniciadas com “se”, terminadas com reticências e verbos no modo subjuntivo, o modo da hipótese: dá pra deduzir algumas coisas relevantes.

Por exemplo, o sentimento de arrependimento que envolve o coração de quem disse isso; ou também que há algo não resolvido por completo por culpa de algo maior, fora de controle.

Bem, vamos deixar essa idéia em stand by por um momento. Agora lhe pergunto: você já ouviu alguma música que o fez arrepiar na hora, ou até mesmo que o emocionou?

Já? Qual música?

Se sua resposta foi sim, isso significa que essa é definitivamente uma música muito boa. Significa que o sentimento do autor era bom e contagiante o suficiente para encontrar ressonância no coração de seus ouvintes (há, falei bonito, pode falar, hihihihi).

Eu já ouvi uma música que provocou esses sintomas em mim. Na verdade, já ouvi várias músicas que me fizeram arrepiar. Mas apenas uma me fez chorar, um choro silencioso e inconsciente; foi engraçado, pois eu nem prestava atenção em nada a não ser na música, e as lágrimas simplesmente saltaram aos olhos, silenciosas e reconfortantes.

Confesso que eu fiquei impressionada com aquilo, e até comecei a rir sozinha. Foi apenas quando a música acabou que eu refleti sobre o acontecido.

A música foi escrita por um amigo quando seu grande amigo faleceu. Porém, eles eram amigos que não se falavam direito devido a alguns assuntos – picuinhas – não resolvidos. Apesar disso, os dois sabiam que se amavam, e que a amizade que eles construíram era profunda o suficiente para que existissem picuinhas (afinal a gente só tem picuinhas e cobranças com quem nos importamos, certo?).  Infelizmente os amigos não tiveram a permissão de se resolverem por completo. E dá pra sentir na música esse sentimento arrependido de que todas aquelas diferenças não passavam de picuinhas quando, com a perda, percebeu-se o verdadeiro valor da amizade.

Engraçado que a música teve um sabor diferente porque eu sabia da história e consegui entender a mensagem. Por isso eu expliquei pra vocês, e gostaria que vocês ouvissem a música 🙂 Continuar lendo

Desabafo of Mercy

Gente, eu tava pirando. Já tava quase rasgando meu diploma de inglês e indo aprender tudo de novo, porque não era possível. Vou desabafar.

O que rolou foi que nessa ultima semana eu fui completamente cativada por uma banda nova que surgiu por ai. A banda se chama ‘Fistful of Mercy’ e é formada por Dhani Harrison, Ben Harper e Joseph Arthur. Sim, Dhani Harrison é filho dele, o grande, onipresente, George Harrison.

Enfim, eu ouvi uma música e desde a primeira vez ela teve um efeito quase que mágico em minha pessoa. Melodia bonita, suave mas com presença forte, letra intrigante.

Intrigante.

Letra intrigante.

Põe intrigante nisso, pqp! Continuar lendo

Love is in the air…parte 2

Mas em se tratando de relacionamentos, nem tudo sempre está bom. O que não deixa de ser natural, afinal trata-se de seres humanos; temos nossas vontades, nossa forma de pensar, e tentar harmonizar isso com a da outra pessoa que é o grande truque.

Ainda há eles, os donos de corações belíssimos que estão, por algum motivo, partidos, sem nenhuma esperança de voltar a ser inteiro. É um tanto surpreendente que, se pararmos para pensar, talvez esse tipo seja com o qual o maior número de pessoas se identificariam. Isso chega a ser meio triste.

Como dizia um grande amigo em minhas épocas de fossa: “curta sua fossa”. Eu demorei um pouco pra entender isso de verdade, mas quando eu entendi, os momentos de fossa até que não eram tão deprê. Quero dizer, é um momento que merece sua importância, afinal é quando você para e pensa no que fez, o que você precisa mudar, reflete sobre seu ser interior e sobre o significado daquilo tudo.

Tá, ninguém pensa isso tudo, eu só quis montar um conceito bonito pra fossa, ahuahuahua!

Enfim, aqui vai uma seleção para esses casos meio fossa. Mas atenção: se você estiver na fossa, não ouça todas de uma vez, intercale as lentas com as animadas. Não dê muita corda pra fossa também. Continuar lendo

Love is in the air…parte 1

Dia dos namorados ta chegando: ondas de carinho e romance são meio que carregadas pelo vento e atingem  lojas, restaurantes, e todo estabelecimento que poderia ganhar algo com isso. Ah, sim, atinge as pessoas também.

Na verdade, as pessoas que fazem esse dia ser o que é. Quero dizer, a importância que damos é que cria a sua essência. Claro que oportunismos sempre existirão, e que há quem compre presente por comprar, afinal é dia dos namorados. Mas ninguém pode negar que trata-se de um dia onde as pessoas deixam aflorar uma das melhores qualidades que há nelas: a de materializar seus bons sentimentos em função de alguém que não seja elas mesmas.

Estava aqui em casa pensando na vida quando resolvi assistir o The Beatles Anthology. Sempre quando me sinto meio atordoada com algum pensamento, eu assito o anthology – por algum motivo isso me reanima e me dá esperanças, hehehe. Foi quando me dei conta, ao prestar atenção em suas músicas, que os Beatles alcançaram a peripécia de conseguir expressar as mais variadas formas de amor, dos mais diversos pontos de vista, por meio de suas letras e melodias. Não seria exagero se eu falasse que eles são a banda que melhor expressou o amor em sua essência.

Assim sendo, preparei uma seleção de músicas para vocês entrarem no clima, que será postada em três partes; afinal, mesmo quem não tem namorado pode entrar no clima de “love is in the air” de alguma forma.

Vamos imaginar um início de relacionamento. Tudo começa com um flerte…

p.s: atenção às letras! Continuar lendo

Analisando: “Dança da vassoura”

Eu sei que é domingo de manhã. E ainda nem são 10 a.m ainda. Eu sei que acordei às 8h30 e neste momento interrompi a leitura de um texto da facul para escrever este post.

A verdade é que não resisti quando veio um pensamento profundo na minha mente: “diga aonde você vai que eu vou varrendo”. Daí eu parei pra pensar nessa frase, e me veio uma análise tão profunda quanto a de “ser ou não ser, eis a questão”,  questão ontológica mais analisada da literatura universal.

Assim, resolvi compartilhar uma análise inédita da letra completa desta obra clássica dos anos 90 (como já dizia a comunidade do orkut, não vi Beatles mas vi Molejo – reflita).

Vamos por parte. Continuar lendo

Post sério

Chega! Chega de violência. Sério, eu não agüento mais, é simplesmente revoltante!

Hoje pela manhã fiquei sabendo que uma pessoa amiga foi baleada ontem à noite em uma tentativa de sequestro. Ele tava em seu carro, assim que parou o carro na vaga em frente ao comércio, dois caras o abordaram, apontando uma arma. Ele deu ré para tentar fugir e o cara atirou. O tiro acertou o tórax na altura do abdômem.

Há algumas semanas atrás eu postei sobre o senhor que foi espancado. Ontem foi meu amigo. Pela lógica, a próxima pergunta seria “quem será o próximo?”, mas eu faço uma mais urgente: Por que?

O que se passa na cabeça dessas pessoas que acham válido fazer qualquer coisa para obterem o que querem, mesmo que isso custe a vida de alguém? É essa a idéia de liberdade que eles têm? Acredito que se eles gastassem todo esse esforço, usado para calcular uma ação de assalto, em algo produtivo, hoje em dia teríamos tantos grandes empresários……

Eu poderia descascar aqui meus sentimentos revoltosos anti-violência. Mas acho que seria apenas mais um desabafo. A situação pede conscientização. Mudança de postura. Mudança de pensamento. Pensamento grande, forte e constante.

Eu acredito na força do pensamento. Vocês podem dizer que é coisa de sonhador, mas garanto que eu não sou a única. Acredito que várias pessoas pensando coisas positivas conseguem influenciar o ambiente e até influenciar aquelas pessoas que vêem dificuldade em pensar constantemente positivo. Continuar lendo