Lembranças Literárias

Desde pequena eu sempre gostei de livros. Algo neles me fascinava, não sei explicar exatamente o que. Talvez sua aparência, a arte da capa, o ar misterioso ou a maneira como eles ficam enfileirados na estante.

Porém, apesar de gostar de livros, eu tinha certa preguiça de ler. Pois é, eu sempre quis ler livros grandes, mas ao olhar para a grossura da quantidade de páginas, batia um desânimo assustador. Inexplicável.

Lembro que na minha 6ª série, aos 11 anos, eu adorava ler uns livros de uma coleção chamada “A Turma dos Tigres”. Eram historinhas de mistério e aventura com uma pitada de comédia. Nossa, como eu amava aquilo! O legal desses livros é que tinha, ao final de cada capítulo, uma pergunta para você responder; e para verificar a resposta, tinha que passar um decodificador que vinha no livro – era uma maneira de você participar do mistério também (nerds, pode falar, hahahaha).

Só que esses livros tinham umas 40, 50 páginas no máximo, hahaha. Juro, na época eu achava Harry Potter e a Pedra Filosofal um livro abisalmente enorme.

 Tenso.

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Memórias paternas

Quando eu era pequena, devia ter uns 9 anos, a minha escola na época tinha a semana do brinquedo. Era um espaço onde a criatividade dos alunos era incentivada ao máximo. Daí tínhamos que criar coisas, como escrever livros para serem expostos e inventar brinquedos.

Eu nunca tinha participado de verdade dessa parte de criar brinquedos, afinal eu nunca conseguia colocar em prática as idéias que eu tinha – eu era meio nerdzinha, ficava mesmo por conta dos livrinhos, hahaha. Mas então meu pai resolveu dar corda para as minhas idéias e fomos montar o meu brinquedo.

Eu queria fazer um Titanic (o filme tava lançando na época). Daí meu pai “projetou”, e juntamente com minha mãe e eu, montamos o navio gigante Continuar lendo