John Lennon 70

Hoje é um dia muito especial. Se estivesse vivo, ele estaria completando 70 anos. Setenta…quem diria. Difícil de imaginar quando temos aquele rosto jovem com cabelinho de cuia imortalizado em nossa mente (ou aquele rosto um pouco mais experiente, com cabelos compridos e óculos redondinhos).

John Lennon – o cara que não fazia idéia do quão profunda era sua influência nas pessoas; na realidade, imagino que ele não fazia idéia do tanto que sua música inluenciava, influencia e provavelmete continuará influenciando por muito tempo ainda.

Humildade, simplicidade, talento, criatividade, sentimento à flor da pele, irreverência, divertimento, piadinhas, espírito de justiça, querer melhorar sempre, vencer, amor, paz. É, isso é um pouco do que é o John.

Você pode achar que isso é coisa de fanático… bem, é sim. De um grupo de fanáticos com critérios, que sabem reconhecer quando alguém é bom de verdade (isso é uma qualidade, vejam bem).

John foi o cara. É o cara. E o mais legal de tudo, ele foi o cara com todos os defeitos que são normais a um ser humano. Ele tinha o mundo a seus pés, e ainda assim nunca deixou de ser um ser humano normal, não sendo guiado pela mída ou pelo luxo. Muito pelo contrário, lutava pela justiça e por uma vida de paz, amor e igualdade para todos.

Hoje vai ser um dia de muita comemoração, homenagens e nostalgias: se preparem.

O Google e o youtube já começaram. O Ermo do Lampião também! 🙂

Se você estivesse aqui hoje…

Fases iniciadas com “se”, terminadas com reticências e verbos no modo subjuntivo, o modo da hipótese: dá pra deduzir algumas coisas relevantes.

Por exemplo, o sentimento de arrependimento que envolve o coração de quem disse isso; ou também que há algo não resolvido por completo por culpa de algo maior, fora de controle.

Bem, vamos deixar essa idéia em stand by por um momento. Agora lhe pergunto: você já ouviu alguma música que o fez arrepiar na hora, ou até mesmo que o emocionou?

Já? Qual música?

Se sua resposta foi sim, isso significa que essa é definitivamente uma música muito boa. Significa que o sentimento do autor era bom e contagiante o suficiente para encontrar ressonância no coração de seus ouvintes (há, falei bonito, pode falar, hihihihi).

Eu já ouvi uma música que provocou esses sintomas em mim. Na verdade, já ouvi várias músicas que me fizeram arrepiar. Mas apenas uma me fez chorar, um choro silencioso e inconsciente; foi engraçado, pois eu nem prestava atenção em nada a não ser na música, e as lágrimas simplesmente saltaram aos olhos, silenciosas e reconfortantes.

Confesso que eu fiquei impressionada com aquilo, e até comecei a rir sozinha. Foi apenas quando a música acabou que eu refleti sobre o acontecido.

A música foi escrita por um amigo quando seu grande amigo faleceu. Porém, eles eram amigos que não se falavam direito devido a alguns assuntos – picuinhas – não resolvidos. Apesar disso, os dois sabiam que se amavam, e que a amizade que eles construíram era profunda o suficiente para que existissem picuinhas (afinal a gente só tem picuinhas e cobranças com quem nos importamos, certo?).  Infelizmente os amigos não tiveram a permissão de se resolverem por completo. E dá pra sentir na música esse sentimento arrependido de que todas aquelas diferenças não passavam de picuinhas quando, com a perda, percebeu-se o verdadeiro valor da amizade.

Engraçado que a música teve um sabor diferente porque eu sabia da história e consegui entender a mensagem. Por isso eu expliquei pra vocês, e gostaria que vocês ouvissem a música 🙂 Continuar lendo