Pra você ver como são as coisas

Pra você ver como as coisas são. Estava eu indo ao mercado em pleno meio da tarde, um big sol de rachar no céu e um calor imenso envolvendo as pessoas.

Entro no mercado me sentindo meio tonta, imaginando em algo que eu pudesse comer para me deixar melhor.  Mas tudo que eu via não me apetecia. Peguei as coisas que eu ia comprar e me dirigi ao caixa. No caminho, passo por um freezer da Kibon, que me faz parar e pegar um suculento frutare de limão. Quer coisa melhor do que frutare de limão no calor do cão? Sério, uma demonstração simples de felicidade!

Nisso passo a me sentir beeeem melhor,  e vou para o caixa, passo minhas compras e pago, tudo com uma mão só porque a outra estava segurando o picolé.

Saio do mercado, coloco o óculos de sol e me dirijo ao carro prateado, sorrindo agradecida por estar tomando aquele picolé mara. No que paro em frente a porta do motorista, Continuar lendo

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Feliz Dia das Mães

Há alguns anos atrás, estava um amigo e eu conversando sobre nossas mães. Em certo ponto da discussão disse-lhe:

Mãe é mais importante do que Deus!

 Ele me olhou espantado, afinal seu espírito religioso ensinará valores diferentes. Perguntou-me:

– Mas como dizes isso? Deus é único, Ele lhe deu a vida.

– Sim, verdade. Entretanto, minha mãe também.

– Deus te deu os cinco sentidos. Sem ele não poderias ouvir, falar, cheirar…

– Mas minha mãe me ensinou a falar, a ouvir, enquanto meu pai era a voz da razão, minha mãe ensinava-me a sentir. Ela me deu o sexto sentido.

-Mas tem algo que não podes me desmentir. – Deus te deu a permissão de teres a mãe que tens, e assim permitir a ti que a amasse tanto assim.

– Sim, verdade. Mas foi minha mãe que me ensinou a amar a Deus primeiramente.

– Ahhh, desisto, tu és mui burro e ignorante, Euler.

Se tem algo que eu nunca agüentei foi ser chamado de burro, e agora com um bônus, ainda era ignorante. Ainda mais com aquele voz em segunda pessoa se achando superior. Foi o suficiente para me tirar do sério. Só tinha uma resposta a ser dada.

– Ignorante tudo bem. Agora burro não, TEU FILHO DA PUTA.

Não preciso dizer que a briga foi feia. Saimos os dois sangrando, e eu sem um dente. Minha mãe cuidou de mim e agradeci a Deus por tê-la ao meu lado. Meu amigo ao chegar em casa deu um forte abraço em sua mãe, afinal tinha defendido a honra dela. Ele finalmente entendeu o por quê de eu dizer que mãe era mais importante que Deus.

Materializando

Um belo dia eu e uma amiga fomos ao shopping com um amigo para ajudá-lo a escolher o primeiro presente para sua namorada. Depois de muitas vitrines, resolvemos tomar um sorvete. Só que o meu amigo quem pagou o nosso. Ficamos super sem graça, morrendo de vergonha, afinal de contas o pensamento enraizado pelo senso comum atual de que “sou auto-suficiente” era forte.

Outro belo dia eu e uma amiga diferente fomos num café com outro amigo. Cada um pediu o que quis, comemos, conversamos a beça, rimos… No final, de forma bem sutil, ele pegou nossas comandas, continuou a conversar com a gente, e se retirou da mesa. Pouco tempo depois ele voltou. Não tínhamos percebido, mas ele havia pagado nossa conta. Mais uma rodada de “sem graça” e “vergonha”. Ele tomou a posição de “parem com isso, não é nada de mais, só quis ser gentil” enquanto a gente se olhava com cara de tacho e bochechas rosadas.

Até que ele começou a nos indagar o motivo de nos sentirmos assim. Pois para ele era um ato gentil, enquanto pra gente era algo quase como caridade. Depois de uma conversa um tanto embaraçosa pra gente, ele começou a nos explicar que estávamos com o pensamento errado, afinal a maneira como vínhamos pensando não nos permitiu receber o sentimento de gentileza dele para sentirmos gratidão por isso.

Ah, isso ficou na minha mente por algum tempo. Continuar lendo