Bob Esponja em: a Bolha.

“Patrick, por obséquio, acomode-se. Preciso tecer alguns comentários pertinentes.”

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Ócio literal – nada criativo

Universidade em greve significa, além da falta de aulas, falta de convívio social diário, falta de exercitar a mente diariamente. Sim, isso faz falta; sinto falta de ter que fazer trabalhos e provas, de ter milhões de textos pra ler para o dia seguinte. Não, não é um tipo de “férias aumentadas” como muitos dizem por aí. Férias é férias, o que significa ser o momento de descanso depois de um longo período de trabalho. E assim sendo, ter férias só faz sentido depois de um longo período de trabalho, duh.

No nosso caso, pobres alunos que também estão de greve, estamos tendo um longo período de férias, o que naturalmente pede por um período de trabalho. Usando palavras bonitinhas, estamos no ócio, no sentido mais real da palavra. Tipo mentes sedentárias: já tiveram essa sensação?

É uma sensação ruim. Se você é um dos que almejam “sombra e água fresca”, já aviso logo: perde o sentido se você tem somente sombra e água fresca. O fim de semana só é fim de semana porque antes dele veio uma semana inteira de labuta. Tanto é que em períodos de férias todo dia é fim de semana e não há aquele frisson de espera pela sexta à noite ou pelo sábado.

Enfim, imagino que o estado de ócio profundo, não fazer nada somado à falta de exercício da mente, o deixa completamente inútil. Os pensamentos não fluem, a preguiça reina e é só uma questão de tempo até que você vire um vegetal, babando na frente do PC assistindo seriados ou com a tela do Orkut aberta mesmo.

Quando pensei nesse post, lembrei do famoso livro entitulado O Ócio Criativo, do italiano Domenico De Masi. Fiquei curiosa e coloquei o termo no Google, afinal talvez ele possa me dar dicas de como transformar meu ócio em algo criativo, como na época dos grande filósofos gregos Continuar lendo