Materializando

Um belo dia eu e uma amiga fomos ao shopping com um amigo para ajudá-lo a escolher o primeiro presente para sua namorada. Depois de muitas vitrines, resolvemos tomar um sorvete. Só que o meu amigo quem pagou o nosso. Ficamos super sem graça, morrendo de vergonha, afinal de contas o pensamento enraizado pelo senso comum atual de que “sou auto-suficiente” era forte.

Outro belo dia eu e uma amiga diferente fomos num café com outro amigo. Cada um pediu o que quis, comemos, conversamos a beça, rimos… No final, de forma bem sutil, ele pegou nossas comandas, continuou a conversar com a gente, e se retirou da mesa. Pouco tempo depois ele voltou. Não tínhamos percebido, mas ele havia pagado nossa conta. Mais uma rodada de “sem graça” e “vergonha”. Ele tomou a posição de “parem com isso, não é nada de mais, só quis ser gentil” enquanto a gente se olhava com cara de tacho e bochechas rosadas.

Até que ele começou a nos indagar o motivo de nos sentirmos assim. Pois para ele era um ato gentil, enquanto pra gente era algo quase como caridade. Depois de uma conversa um tanto embaraçosa pra gente, ele começou a nos explicar que estávamos com o pensamento errado, afinal a maneira como vínhamos pensando não nos permitiu receber o sentimento de gentileza dele para sentirmos gratidão por isso.

Ah, isso ficou na minha mente por algum tempo. Continuar lendo

Mudança de atitude.

Você já conheceu aquela pessoa que o espírito não bateu? Sabe aquela sensação de conhecer uma pessoa numa aula e não querer vê-la novamente? Pois é, isso aconteceu com João. Ele começou a fazer aulas de teatro e não foi com a cara daquela mulher. Mas que mulher? Dona Luzia! Sim, uma senhora com seus sessenta e xix anos.

Por que João não foi com a cara dela? Nem ele sabe. Apenas não foi. Coisa de doido, não?

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