Em busca de um pouco de inspiração

Inspirar – é quando você puxa o ar para dentro do corpo, e esse ar entra nos pulmões, oxigena células (leigamente falando) e é responsável por mantê-lo vivo. Mas disso todo mundo sabe, consciente ou inconscientemente.

Todo mundo também sabe que a coisa que move os poetas, músicos e artistas a criarem suas obras primas, ou que move todas as pessoas a criarem/fazerem coisas boas/interessantes é a inspiração. Claro, nesse segundo caso, além da inspiração do ar, eles fazem uso de outra inspiração. E é sobre ela que gostaria de falar um pouco.

Imagine uma situação: você acorda, e começa a se preparar para suas obrigações diárias. Se arruma, toma um café da manhã sem gosto, apenas com o intuito de não fazer você passar mal de fraqueza. Sai de casa em rumo à sua primeira obrigação (que você detesta, diga-se de passagem), e segue seu dia totalmente vazio de entusiasmo.

Na hora do almoço, come uma comida ruim e não se importa muito com esse detalhe, afinal o que vale é estar alimentado e não passar mal de fraqueza. Retorna às suas obrigações, que você detesta, diga-se novamente de passagem.

No fim do dia, chega em casa morto, come qualquer besteirinha, e vai dormir. E a rotina se repete.

“Credo!”, seria uma palavra que viria em minha mente ao imaginar uma situação dessas. E como uma professora minha disse uma vez, “quando a palavra é boa, ela não precisa de explicação”. Assim, acredito na eloqüência do meu “credo!” hehehe.

Agora imagina outra coisa: você acorda, e só de olhar pra janela e ver o dia começando já sente boas expectativas. Levanta, se arruma com esmero, se preocupando em se arrumar adequadamente. Prepara um café com carinho, apreciando cada mordida de torrada com geléia, ou cada gole de suco ou café. Sai de casa em rumo à sua primeira obrigação (que você gosta, diga-se de passagem; você é do tipo que busca fazer aquilo que gosta), e segue seu dia procurando fazer o melhor, renovando expectativas e sorrindo muito.

Na hora do almoço, procura comer uma comida saborosa, e aprecia cada garfada. Retorna às suas obrigações, que você gosta, diga-se novamente de passagem.

No fim do dia, chega em casa relativamente cansado, mas satisfeito. Prepara uma ultima refeição do dia, ouve uma música, assite um filme ou lê um livro. Procura entrar em contato com pessoas queridas, e vai dormir sentindo uma tranqüilidade e leveza dentro de si. E não há rotina a se repetir, pois você busca sempre coisas novas, agradáveis e divertidas.

“Aí sim!”, seriam duas palavras que viriam em minha mente ao imaginar – e viver – uma situação dessas.

Minha professora tinha razão quando disse aquilo sobre as palavras boas. Afinal, não vejo lógica melhor do que chamar de inspiração aquilo que faz as pessoas produzirem seu melhor: inspiração é o que nos mantém vivos; seja a do ar, seja a da vida.

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Pra você ver como são as coisas

Pra você ver como as coisas são. Estava eu indo ao mercado em pleno meio da tarde, um big sol de rachar no céu e um calor imenso envolvendo as pessoas.

Entro no mercado me sentindo meio tonta, imaginando em algo que eu pudesse comer para me deixar melhor.  Mas tudo que eu via não me apetecia. Peguei as coisas que eu ia comprar e me dirigi ao caixa. No caminho, passo por um freezer da Kibon, que me faz parar e pegar um suculento frutare de limão. Quer coisa melhor do que frutare de limão no calor do cão? Sério, uma demonstração simples de felicidade!

Nisso passo a me sentir beeeem melhor,  e vou para o caixa, passo minhas compras e pago, tudo com uma mão só porque a outra estava segurando o picolé.

Saio do mercado, coloco o óculos de sol e me dirijo ao carro prateado, sorrindo agradecida por estar tomando aquele picolé mara. No que paro em frente a porta do motorista, Continuar lendo