A homenagem que o Fittipaldi ganhou

Se eu fosse um Beatle, e se eu tocasse guitarra, eu seria com certeza o George Harrison. Apesar de a minha idolatria pelo John Lennon ser óbvia, o George conquistou minha afeição por motivos não óbvios.

Sua genialidade não era óbvia. Seu espírito de liderança não era óbvio. Sua espiritualidade não era óbvia.

Ele foi o Beatle discreto. Dá para perceber que sua personalidade o fazia ser assim por natureza. Vale lembrar que é difícil competir quando você está ao lado de figuras como John Lennon, o líder mais-que-óbvio por natureza, e Paul McCartney, o gênio óbvio por natureza.

Imagino que esse fato fez a coisa (os Beatles) funcionar. O George não precisava competir pelo holofote. Esse papel – importante pro crescimento da banda – ele deixava pro John e por Paul, que gostavam disso.

E discretamente ele foi mostrando sua genialidade através de suas composições. Também discretamente ele foi mostrando sua liderança imperceptível a olho nu. E discretamente ele foi conquistando a galera pelo mundo afora.

A espiritualidade dele também é muito cativante. Ele mostrava isso independentemente de religião: com seu otimismo. Dá pra sentir isso quando se escuta “Here Comes the Sun” ou qualquer outra música dele.

O George tinha alguns hobbies legais, por exemplo, ele gostava muito de fórmula um. E isso o fez virar amigo (brotherzão, diga-se de passagem, a ponto das famílias passarem férias juntas) do grande piloto brasileiro Continuar lendo

Anúncios