A Maldição (óbvia) dos Roriz

Maldição é uma palavra forte, eu sei. Mas é uma boa palavra a ser utilizada nesse contexto, afinal, trata-se de algo que se impregna de tal forma que é difícil de tirar; só com reza braba – ou às vezes nem com isso.

Hoje pela manhã, ao ir andando para a UnB, eis que me deparo com uma faixa pendurada no muro da escola de ensino médio que tem na 606 norte, o CEAN.  Eu estava meio distraída ouvindo minha música enquanto andava que demorei uns segundos pra processar a informação da faixa, a qual eu li inconscientemente.

A revolta foi imediata. Sério, eu fico até sem palavras para expressar… Será que alguém AINDA tem alguma dúvida a respeito dos Roriz e de seus amiguinhos? Depois da cara de pau do Sr. Joaquim ao entrar com recurso contra a ficha-limpa (afinal sua ficha estava mais suja do que tudo e todos sabem disso)? Depois da gracinha do Sr. Joaquim de colocar a Sra. Weslian em uma situação totalmente descabida e inapropriada, fazendo-a passar pelo papel de “mané” e “idiota”? Continuar lendo

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Democracia?

Hoje temos uma colaboração de um Bróóóther! Meu amigo Luiz Fernando. Ele estuda relações internacionais e tem uma visão bem legal da situação do país. Vale a pena parar e ler. Recomendo.

Essa semana, como muitos puderam ver, fiz alguns comentários no blog quanto às críticas e análises políticas em Brasília e no Brasil, no geral. Foi dessa forma que meu caríssimo e querido amigo Euler Alencar me pediu que escrevesse sobre as diretrizes políticas atuais, levantando pontos e aspectos que considero interessantes e pertinentes. Bom, primeiro deixo claro meu perfil um tanto quanto crítico e cético, ao passo que, de certa forma, idealista e exigente. Assim preparo vocês antes pra “bomba” que me propus a escrever.

Pra começar, devo trazer novamente à tona uma frase que já utilizei num dos meus comentários: falar sobre as eleições é, necessariamente, falar sobre a democracia. Desde que comecei a analisar e estudar políticas e suas ciências – o que engloba a democracia – sempre averiguei que eleições são eventos que normalmente ocorrem em democracias. Portanto, é evidente que não trato de ditaduras nem períodos semi-democrático, por mais que vícios existam, como currais eleitorais e intervenções no processo eleitoral, não sendo cabível comparar momentos. Em seguida vos pergunto pragmaticamente: o que é democracia? Será que a vivemos? Como podemos saber? É sobre as linhas gerais destas perguntas que previamente concluo o quanto nós brasilienses não somos democráticos.

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Voto limpo?

Oi gente! Hoje temos o prazer de ler um post escrito pela Carol, minha querida amiga dona da loja com os brigadeiros mais gostosos, que se sentiu muito incomodada com uma situação e resolveu desabafar escrevendo.

Quem quiser conhecer os brigadeiros da Cioccolata Di Boaretto, podem seguir o twitter @diboaretto ou acessar o site. 🙂

Brasília, 03 de outubro de 2010. Em pleno dia de eleições, na capital do país, toneladas e mais toneladas de panfletos das campanhas políticas sujam as ruas. Eu não sei vocês, mas eu fiquei muito incomodada.

Senti vergonha de morar aqui. Não só pela sujeira, mas pela indiferença das pessoas em relação à questão. Passear pelas calçadas, repletas de papel, Continuar lendo

Vergonha Alheia

O sentimento de vergonha alheia é um dos piores “sentimentos sociais”, vamos assim dizer. Eu tenho muito isso, e tentarei traduzir para vocês.

Vergonha alheia é o limite máximo da cara de pau (a.k.a falta de senso) do outro que exala e impregna no próximo a ponto do próximo sentir vergonha pela pessoa. Só que é uma cara de pau que tem a intenção de ser levada a sério. Se fosse cara de pau proposital, imagino que nem rolaria vergonha alheia.

Neste momento minha indignação chegou a tal ponto que eu não estou conseguindo organizar minhas idéias e palavras para escrever. Porém eu preciso escrever algo para poder, pelo menos, desabafar um pouco esse sentimento que está impregnado em mim.

O motivo dessa indignação? Ah, se você der uma lida rápida nos 5 posts anteriores, você vai entender. Mas vou facilitar sua vida:

  1. O STF declarar, abertamete, que foi comprado pela corrupção, e ainda dar argumentos CONTRA a lei que assegura a população do impdimento dos corruptos a se elegerem.
  2. Roriz se resignar da candidatura e colocar a ESPOSA dele no lugar faltando uma semana para as eleições (falta de respeito com os eleitores, afinal a campanha foi para o Roriz e não para a Roriza, ela só pegou rebaba).
  3. Wesliam Roriz achar que somos idiotas como ela e se submeter a isso.
  4. Saber que o Brasil estará, nos próximos 4 anos, em sua maior parte (acredito que ainda há esperança em alguém) nas mãos de corruptos e sub-celebridades, pessoas ALTAMENTE (AHAM, SENTA LÁ CLAUDIA!) preparadas para guiar um país inteiro.
  5. Todo mundo achar que “se a vida não deu certo, vou me candidatar, dinheiro fácil, entende”. #corruptosfeelings
  6. A total falta de bom senso dos JUÍZES, aqueles que JULGAM (pra que serve título de eleitor mesmo?)
  7. A política do Brasil chegou a tal ponto que o Tiririca não é a figura de palhaço, ele apenas usa as roupas. Palhaço é Weslian Roriz, Joaquim Roriz, qualquer Roriz que está se candidatando, ministro Gilmar Mendes, etc, afinal eles nos fazem rir com suas aprontações.
  8. Todo mundo acha que o Congresso virou picadeiro.

Agora, se preparem. Se você tem vergonha alheia, meu, respira fundo porque essa é bomba. E se você não tem vergonha alheia, bem… poderá começar a ter!

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Desabafo Político

Hoje eu fui abordada na rua e fizeram uma pesquisa política comigo. Achei engraçado, afinal só o que me ocorreu na mente foi que sempre quando eu via essas pesquisas políticas por aí, eu sempre dizia: “isso é feito apenas com uma parcela pequena da população, não podemos levar isso como lei”.

Bem, pensando na estatística, to começando a perceber a minha responsabilidade em responder essa pesquisa. Afinal, eu to representando uma porção da população brasileira todinha.

E é justamente a porção dos alienados, eu diria – infelizmente.

Sim, hoje eu vi Continuar lendo

Época de política

Estamos começando a nos envolver com a política. Essa época é impossível olhar para fora e não se envolver nesse novo clima. O Brasil passa hoje, na minha opinião, por uma nova fase na política. Hoje temos os dois principais candidatos à presidência sem nenhum carisma, mas ao mesmo tempo, vejo dois candidatos extremamente competentes para guiar o país. Sim, tanto José Serra, como Dilma Rousseff são candidatos com uma história política que os credenciam a chegada até o Planalto.

Dilma ao assumir a Casa Civil, passou a coordenar os principais programas do governo Lula. Não se pode dizer que ela não possui experiência para conduzir nosso país. Já José Serra foi um ótimo ministro da saúde. E a aprovação dele foi de 39% no estado de São Paulo, dando a ele a 3ª melhor avaliação para governador. Com certeza, temos dois ótimos candidatos a presidência, a escolha acredito que se dará muito mais pela preferência do eleitor do que pela competência dos candidatos.

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