Momento Relativo

“Contemplamos as estrelas porque somos humanos, ou somos humanos porque contemplamos as estrelas?”

Stardust

O ato de contemplar é algo inerente ao ser humano? Quer dizer que naturalmente nos interessamos pelas coisas, queremos saber mais a respeito, somos curiosos. É isso?

Ou o fato de contemplarmos, especialmente as estrelas, é que nos deixa mais humanos? Contemplar o belo, que ao mesmo tempo é misterioso, indagar e fazer suposições do tipo “e se?”, mesmo sabendo que dificilmente chegará a uma resposta – se é que haveria alguma.

O céu estrelado é uma verdadeira obra de arte que facilmente encanta e fascina qualquer pessoa. Porém, ao chegar perto de uma estrela de verdade, ela não passa de uma…pedra; uma pedra iluminada.

O luar é outro elemento fascinador, um verdadeiro encantador – principalmente de casais. Porém, se você está na lua, o elemento fascinador passa a ser uma bola azul, conhecida como Terra.

Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? É impossível ter sido  a galinha, pois ela veio de um ovo. Também não poderia ter sido o ovo, afinal seria necessário uma galinha para botá-lo.

Hmm, relativo.

Acredito que tio Einstein não foi o primeiro a reparar nessa relação. Afinal de contas, muitos antes dele já haviam percebido que sempre haverá mais de um ponto de vista para a mesma coisa. Ele só foi genial o suficiente para transformar isso em fórmula matemática.

Nunca imaginei que a física pudesse ser tão humana. Gostei! 🙂 Continuar lendo

O tempo relativo

 

 

Hoje eu nasci denovo.

Não sei o que aconteceu, mas acordei um tanto estranho. Sonhei com meus tempos de faculdade e lembrei-me do tempo que estudava física. Olhei para o lado e lembrei da seguinte lei:

 

O espaço é relativo, a velocidade é relativa, até o tempo é relativo. Uma pessoa viajando pelo espaço na velocidade da luz, sentirá o tempo passar de uma forma diferente de outra aqui na terra.

Sinceramente, não me lembro tão bem hoje dessa teoria, mas era algo relacionado a relatividade de Einstein. E difícil não ver tal lei e se perguntar: “O que isso vai fazer diferença na minha vida?”

Como já disse, acordei meio estranho. Olhei para o lado da cama e … Primeiro, contar-lhes-ei a minha história. Fiz faculdade de engenharia na USP, não pretendo usar de falsa modéstia, mas sempre destaquei-me. Ao sair dali, abri meu próprio negócio, uma empresa de importação e exportação de produtos de engenharia. Assim como na faculdade, destaquei-me ao dirigi-la..

Com apenas três anos no mercado, já estava entre os cem maiores faturamentos do Brasil. Não tem como deixar de se entusiasmar com tamanho sucesso, ainda mais com apenas 26 anos. Dessa forma, passei a me dedicar exclusivamente ao trabalho. Quatro anos depois, a empresa já era a líder de mercado. Minha carreira profissional deslanchava, já a parte pessoal estava fraca, muitas pessoas me perguntavam sobre família e esposa. Sinceramente, essa não era minha meta, nem minha preocupação. Além disso, me faltava tempo.

Na verdade, a vida era um turbilhão de acontecimentos. A velocidade com que as coisas aconteciam às vezes me assustava. Certa vez, me senti Júlio Verne, entretanto dei a volta ao mundo em apenas oito dias. Impossível aproveitar alguma coisa, viajar sob estas condições é pior que navegar no google Earth (a caverna de Platão do século XXI). Por isso, tenho a opinião que ser dono de uma empresa pequena é fácil, difícil é ser dono de uma grande empresa,  pois quando ela cresce, os papéis se invertem; a sensação é que o dono passa a pertencer a ela.

Com tanta coisa na vida, sobrava muito pouco tempo para mim. Apenas pensava no sucesso, no poder, no dinheiro. Posso lhes dizer que o resto era consequência. Nunca me faltou muitas mulheres, favores políticos, convites. Entretanto, me faltava tempo.

Hoje acordei e pensei nessa aula de física. Como o tempo pode ser relativo? Não entrei na espaçonave de Einsten, entrei na espaçonave da minha vida, onde as coisa aconteciam na velocidade da luz, e o tempo passou diferente pra mim. Hoje tenho 60 anos, não tenho filhos, não tive esposa. Quando abri os olhos e olhei para o lado, vi minha mais nova namorada, de apenas 20 anos de idade e pensei: “Será que a diferença de idade é tão grande?” Cheguei a conclusão que não. Sei que ela está comigo devido a minha condição financeira. Se sou rico hoje é porque vendi minha juventude. Meu dinheiro representa tudo aquilo que não aproveitei quando jovem. Sendo assim, eu e minha namorada temos quase a mesma idade.

Realmente, o tempo é relativo.