Falso moralismo holandês

Em se tratando de competições, todos que participam, jogam com a intenção de ganhar. Certamente a graça da competição está no fato de não haver espaço para todos no hall dos vencedores, sendo este o combustível principal para que os competidores se esforcem, criem táticas para se destacarem.

Claro que, tendo consciência disso, e sabendo que sempre haverão mais perdedores do que vencedores, há o outro lado da competição, evidenciado talvez pelo próprio nome: o lado do “competir”, de vencer seus limites para atingir um nível mais elevado, o de se divertir e conviver, o de saber lidar com vitórias e derrotas, o de saber escolher entre “ter caráter” e “ganhar a todo custo”.

Poderíamos até considerar que uma competição é uma ótima metáfora para explicar a vida de uma maneira geral.

Sendo uma das – senão ‘a’ – competições mais importantes a nível mundial, a Copa do Mundo pode ser considerada como o símbolo de diplomacia mundial, mostrando que países de culturas diferentes se unem e convivem por causa de um esporte.

A final de ontem me fez pensar sobre pontos que eu já tinha observado antes. Obviamente estou falando da Holanda, do futebol da Holanda, especificamente. Continuar lendo

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Uma tarde melancólica

Fim do jogo.
Não se escuta nenhuma corneta a assobiar lá fora. O silêncio reina a sala, cortado apenas pelos comentários insignificantes de Galvão vindos da TV, que com o olhar incrédulo tenta se justificar pela seleção, tenta justificar a seleção, tenta se justificar em nome dos torcedores que estão a assiti-lo.

O clima frustrado vai se estabelecendo de fininho na sala e dentro de cada um, fazendo toda aquela energia reprimida durante o jogo se esvair como fumaça. E assim se abre um espaço vazio.

Na tentativa de se livrar desse “espaço vazio” criado pela frustração, alguns conseguem chorar; outros simplesmente ficam raivosos. A maioria, porém, expressa um olhar vago, à medida em que as palavras que não queríamos ouvir vão se estabelecendo pouco a pouco em nossa mente: acabou; fim da copa.

Adoro a copa do mundo. Adoro o clima, a reunião das pessoas, as conversas sobre os jogos: é a melhor época para puxar assuntos, afinal fica mais fácil, hehehe. Confesso que, como a maioria, não me animei com a seleção desde a época da convocação polêmica de Dunga. Mas também confesso que torci empolgadamente em todos os jogos, afinal lá no fundinho havia um fio de esperança rumo ao hexa.

Declaro aqui neste post a minha tristeza pelo Brasil não ter continuado. Pelo visto, ele foi atingido em cheio nos países baixos (ou pelos, você pode escolher a preposição). Declaro minha compaixão ao Júlio César, que em nome da seleção, concedeu uma das entrevistas mais emocionantes (e emocionadas) que eu já vi: o repórter idiota (normal) fala um monte de coisas idiotas de serem faladas numa situação como aquela e ainda espera resposta do jogador com o sangue quente. O jogador, humilde, tenta se expressar a fim de dar alguma satisfação aos torcedores que colocaram fé nele. Devo dizer que ele se expressou muito bem.

E devo dizer também que a lágrima que presenciamos descer de seus olhos foi compartilhada pelos milhões de brasileiros em todo o mundo, cuja esperança é a ultima que morre.

Ou não morre nunca.

Brasil, quem sabe em 2014? Continuar lendo

Jedi sem juízo

Jogos da copa do mundo sempre têm seu lado místico. Aqui no Brasil, então, levamos isso mais a sério do que nós mesmos imaginamos; por exemplo, a mística da camisa 10 consolidada pelo rei Pelé, que no seu tempo de craque vestia essa camisa. Hoje em dia, eles sempre reservam esse número para um jogador de destaque.

Eu não chamaria isso de misticismo; pra mim, isso é uma maneira de expressar sua fé naquele jogador por meio de um símbolo. Acho bacana, é bonito, chega até a ser cultural.

Entretanto, essa copa mostrou certos fenômenos misteriosos (mais do que místicos – sobrenaturais), de alguma forma ligados à questão da arbitragem furada da Fifa, que foram captados por algumas câmeras fotográficas.

É magia? Vodu de juíz? Poderes jedi se aflorando?? REFLITA.

O que é isso, minha gente? O goleiro está voando, OI?? Continuar lendo

Discurso evasivo sobre a Copa do Mundo

Copa do mundo é um evento bacana, bonito, que envolve as pessoas, traz à tona aquele sentimento patriota. Evento bonito, que mostra o talento dos jogadores, os quais representam uma nação inteira por meio de seus talentos. Bonitos, muito bonitos, os jogadores mostram sua raça, suas pernas, seus músculos…ops, sua raça, seu talento…

Temos que torcer, assistir aos jogos, afinal mesmo quem não entende de futebol manja muito de talento. E como são talentosos esses jogadores, que mesmo representantes de outras nações, não deixam de nos afeiçoar e unir nossos corações, tornando o mundo, assim, como um só.

Entretanto, uma imagem vale mais do que mil palavras. Como não enxergo a possibilidade de encontrar palavras para expressar esse talento… Continuar lendo

Cala boca Galvão

Em tempos de twitter, a cobertura da copa do mundo não é mais a mesma. Na verdade, a cobertura de qualquer acontecimento em qualquer lugar do mundo não é mais o mesmo. Afinal, tudo pode ganhar notoriedade, seja algo importante ou completamente inútil. E daí que temos os lados bom, ruim e engraçado desse fenômeno.

Em épocas de copa do mundo, costumamos extravasar nossas emoções com o tal do Galvão. Salve salve Galvão Bueno, o locutor dono de uma voz única com um sotaque peculiar, autor de jargões clássicos de esportistas brasileiros (quem não se lembra do “vai que tuuuua Taffareeeeeeeel”?), porém incapaz de reconhecer o melhor momento para ficar quieto.

Sendo essa talvez sua característica mais marcante, graças a ela o Galvão ganhou um jargão, carinhosamente concedido pelos milhões de torcedores brasileiros: CALA BOCA GALVÃO.  Em tempos de twitter, esse jargão ganhou uma força descomunal. E quando falo descomunal, não estou exagerando. Veja os fatos. Continuar lendo

Jabulani

Imagino que muitos já saibam que a Adidas fez uma bola especial para a copa do mundo, e a batizou de Jabulani.

Porém, parece que a tecnologia empregada na nova bola não foi do agrado de alguns jogadores, como um dos membros do Triunvirato, Júlio César. De acordo com o site da Folha, ele disse que “a bola é horrorosas”. Sim, você leu certo e eu não escrevi errado, tá lá, registrado, ele disse que ela é “horrorosas”. A questão que fica é se o redator do site da folha tem sérias problema do concordâncias, ou se a pessoa não prestou atenção na hora de acrescentar o comentário dele à notícia, ou ainda se ele quis dar uma indireta ao JC sobre sua dificuldade gramatical.

 Críticas à parte, ele disse que a bola é horrível, pois é como aquelas de supermercado. Lembrei daquelas bolas de EVA leves, que a gente costumava jogar três cortes no colégio. Elas eram boas pra tacar uma cortada, afinal não era preciso empregar muita força.

Os jogadores imaginam que essa leveza da bola é intencional: os organizadores da copa esperam mais gols, na opinião deles. O que não é nada bom para o goleiro, naturalmente.

Mas eu acho que o Robinho ficou com medinho…

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Era uma vez uma conspiração…

No conto de fadas lendário, a Branca de Neve é acolhida pelos anões na floresta e convive com eles a ponto de cativá-los. Um belo dia ela conhece uma velhinha que a presenteia com uma maçã. Ela morde a maçã e cai dura no chão. Os anões cuidam dela até que o príncipe encantado a salva com o beijo do verdadeiro amor.

No conto de fadas da seleção – sim, ainda falando da seleção – poderíamos ter algumas hipóteses baseadas na história original. Continuar lendo

Campanha: Argentina campeõ.

Ao ver hoje a convocação da seleção Brasileira, ouvi diversos comentários dizendo que o Dunga é coerente. Ao ser perguntado por que não levou o Ganso, ele foi coerente: “Bem, se não levei o Pato não seria justo levar o Ganso.” Realmeeeente Dunga! Coerência é uma bosta, e pra falar a verdade se o brasileiro gostasse de coerência, o esporte predileto dele seria o xadrez e não o futebol.”

Sendo assim, hoje gostaria de lançar a campanha: “Argentina Campeõ” (leia-se arentina campeõ). Será que o Dunga ficaria Zangado com um país inteiro vestidos com a Camisa da Argentina? Seria engraçado.

Vou deixar aqui a seleção que eu levaria para copa, afinal todo brasileiro é um pouco técnico, só o Dunga que não. hahaha

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Cultivando para colher

A semente que a terra guarda
Quando cultivada
Origina a mais estrondosa das árvores

Um haikai de leves pra encerrar a semana. Ê semana que passou rápido, ao mesmo tempo que passou devagar…

Têm coisas boas vindo por aí, se preparem! Hoje estreia Homem de Ferro 2 no cinema, e a copa do mundo tá chegando. Adoro bagunça de copa com a galera reunida, hahaha. Já to me preparando e tentando compreender as regras de um jogo de futebol. 😛

Sim, estou adotando uma postura humilde e admito minha tapadice para futebol… ¬¬

Bem, um fim de semana pra lá de bom pr’ocês! Fiquem com nosso querido Tony Stark… .

..que deu uma pausa em salvar o mundo para passar no Burguer King mais próximo. Uêba! 😀