Dançando na chuva

Na tentativa de ser uma boa escritora, levou algum tempo para eu perceber algo importante. Obviamente a grande meta é ser reconhecida por isso; mais óbvio ainda é saber que essa meta só será atingida depois de certo tempo de prática. Até lá, terei minha oportunidade de escrever todos os meus textos ruins para, então, registrar os bons.

Voltando ao algo importante, sim… percebi que mais importante do que atingir a minha meta é saber reconhecer os textos bons das outras pessoas. Além de ser um treino de humildade, é um fato que, de alguma maneira, envolve a natureza humana: é impossível se atingir o nível máximo de algo; sempre há mais um degrau a subir, e o verdadeiro expert é aquele que nunca para de subir. Em outras palavras, se sempre há mais um degrau, sempre há alguém melhor do que nós.

Com essa idéia, decidi compartilhar um mini-texto que, apesar da extrema objetividade, é um dos textos mais perfeitos que eu já li. É de autoria desconhecida, mas aposto que a pessoa que disse (ou escreveu) isso é um grande sábio. Leia, e entenderá o porquê. 🙂

“Viver não é esperar a tempestade passar; é aprender a dançar na chuva.”

Vamos todos dançar na chuva, porque é algo realmente divertido de se fazer! 😀

Anúncios

O hora certa

– Essa chuva que não para! – Dizia ela, com a voz triste.

– Eu reservei esse restaurante faz seis meses. Não vamos perdê-lo por causa de uma chuva.

– Mas tá muito forte meu bem! – A mulher falava com um tom de conformismo.

Olharam para o céu novamente, só havia nuvens e mais nuvens escuras tampando o calor do Sol. Abraçaram-se novamente, esperando que um milagre abrisse o caminho até o restaurante, que ficava a cinco quarteirões do hotel. Esperaram por mais dez minutos e nada. Chuva, chuva e chuva.

– Eu não vou ficar aqui parado esperando. Tá na hora de fazer algo. – Correu até a uma loja próxima e comprou um guarda-chuva. Voltou correndo para o hotel a fim de buscar a esposa. Ela sorriu, deu um beijo nele, agradecida. Abriram-no e pronto. Ali estava o Sol aparecendo novamente.

Os dois olharam para o céu, olharam para o guarda-chuva, olharam para o céu de novo quase como uma prece, pedindo para chover novamente.

– Não acredito que parou.

– Nem eu! – Disse a mulher sorrindo e olhando para o cabelo molhado do marido. Fecharam-no e foram andando até o restaurante.

Um homem que estava sentado do lado de dentro do hotel mostrava a situação para a filha:  “Tá vendo a importância de esperar e a importância de tomar uma atitude? Se ele toma a atitude dez minutos antes com certeza não teria o remorso de comprar um guarda-chuva novo. Se ele esperasse mais cinco minutos não precisaria de comprar um. Essa é a grande dificuldade humana, saber quando esperar e quando agir. Essa é a importância de ter o time, essa é diferença do sucesso para o fracasso!”