Hi Mr. President!

Brasília amanheceu ao som de “Hi, Mr President”. Muita formalidade, segurança duplamente reforçada, recepção elegante no Palácio do Planalto e um cronograma cheio: Mr president é recebido pela Presidenta do Brasil (licença poética pelo Presidenta).

Sem dúvida alguma é um acontecimento importante para o futuro do Brasil, e para  o governo da Dilma. Assinatura de tratados e, principalmente, acordos internacionais com o maior peixe do mercado é uma certa garantia de prosperidade ou, melhor dizendo, “carta branca” para atuação em segurança. Porém, independentemente da assinatura de qualquer coisa, só o fato de Obama estar feliz na terra do carnaval e feijoada já é um bom sinal que a mídia vai divulgar para o mundo todo.

Não sou a melhor entendedora de política; não, longe de mim, apesar de eu estar me esforçando para compreender mais a cada dia. Mas posso dizer que sou um pouco entendedora de pessoas, e ao dar uma olhada superficial no conteúdo dos tratados que eles assinarão (veja aqui) analisei a coisa toda de outro jeito.

Os ventos estão soprando diferente agora. Estamos no meio de uma transição na história da humanidade que, como em toda transição, não sabemos onde vai dar. Porém, nesse caso específico, podemos chutar pelo menos qual é o direcionamento do resultado: isonomia.

A começar pelos fatos expressos: o presidente da nação que mais sofreu com segregação é afro-descendente, e com nome árabe (é fato sabido a situação entre os EUA e países do oriente médio). Ele está se encontrando com a presidenta, como a própria não se cansa de afirmar. É uma mudança de paradigma: todo o preconceito que o Americano veio lutando contra, de maneira cega, vai por água abaixo, afinal todos devem respeitar agora o cidadão que possui todas essas aquelas características tão negadas pelo povo americano durante anos. E temos uma mulher no poder, numa sociedade de origem patriarcal. E essas duas figuras estão se encontrando para formar alianças.

Não e uma questão de partidarismo político, se concordo ou não com a política deles. É uma questão maior, que inverte os conceitos formados e consolidados durante séculos na sociedade humana e que agora estão mostrando força, como se fosse uma resposta da natureza chamando pelo equilíbrio. Mulheres foram rechaçadas? Uma delas ocupa o cargo de maior poder. Negros rechaçados? Um deles ocupa o cargo de maior poder no mundo. Os excluídos por motivos desumanos estão recuperando seu lugar.

O Brasil almeja uma vaga permanente no conselho de segurança da ONU há algum tempo; Obama expressou apoio ao desejo Brasileiro. Ele até apoio a entrada da Índia no órgão. Imagino que Obama está construindo uma nova imagem aos EUA: de país “colonizador”, que se colocava acima do mundo, ele está se colocando ao lado do mundo.

Óbvio que há interesses e interesses envolvidos, econômicos principalmente. Mas não podemos ignorar a mudança dos ventos. O simbolismo é muito forte, no sentido que indica um novo direcionamento nas relações humanas.

O mais legal é ver que Barack Obama poderia passar, naturalmente, por um Barack Obama da Silva. Legal né? 😛

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A voz do Samba

Pandeiro, só no batuque. Melodias simples, letras expressivas.

Cavaquinho, bumbo, tamborim. Também piano, violino, e flauta. Até caixinha de fósforos vale, ou qualquer coisa que faça som. O lance é batucar com sentimento.

Samba é sentimento puro. Mas sempre positivo, mesmo com melodias e letras melancólicas – se é que é possível…

E é.

É acolhedor e sarcástico. É a melodia do avô.

Os corações normais fazem tu-tum. Tu-tum.

O Brasil, com seu formato de coração, faz tu-qui-ti-co tu-qui-ti-co tu-qui-ti-co

😀

Dá um desconto e facilita a minha vida na parte da sonoplastia hauhauha!

Ao som de Zeca Pagodinho

Pronunciamento do excelentíssimo Tiririca.

 

“O Brasil possui cerca de 16 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais e 30 milhões de analfabetos funcionais, conceito que define as pessoas com menos de quatro anos de estudo. Além de apresentar e analisar estes dados gerais, o estudo detalha a situação do analfabetismo, apresentando informações por faixa etária, gênero, raça, localização (rural e urbana) e renda domiciliar.” Dados extraídos do estudo sobre analfabetismo no Brasil. Fonte:http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/outras/news03_19.htm – Quem conhece algum analfabeto, levanta o dedo. Ops a mão!

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