O motivo da separação

Tenho pena da Yoko… Afinal de contas, ela é sempre tida como a grande culpada por tudo. Sim, a Yoko em questão é a Ono, e o “tudo” do “culpada por tudo” é a separação dos Beatles.

Eu, como Beatlemaníaca que sou, não acho que ela foi a grande culpada não. Existe um fator na lei da natureza que eu demorei a entender, mas depois que percebi, as coisas se tornaram um pouco claras. Agora é possível enxergar isso em vários contextos diferentes.

Os Beatles começaram como várias outras bandas também começaram naquela época: um empresário os adotou e começou a trabalhar em sua promoção. Porém, a grande diferença deles para as várias outras bandas era a essência e a atitude: eles queriam ser famosos, mas adotavam uma postura de piada, descontraída, com relação a isso; eles queriam ganhar dinheiro, mas a ostentação não tinha espaço no coração deles; eles não tinham medo de inovar e sempre buscavam ser melhores músicos. Ah, e acima de tudo, eles eram muito unidos.

Juntando tudo isso, temos Continuar lendo

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Em busca de um pouco de inspiração

Inspirar – é quando você puxa o ar para dentro do corpo, e esse ar entra nos pulmões, oxigena células (leigamente falando) e é responsável por mantê-lo vivo. Mas disso todo mundo sabe, consciente ou inconscientemente.

Todo mundo também sabe que a coisa que move os poetas, músicos e artistas a criarem suas obras primas, ou que move todas as pessoas a criarem/fazerem coisas boas/interessantes é a inspiração. Claro, nesse segundo caso, além da inspiração do ar, eles fazem uso de outra inspiração. E é sobre ela que gostaria de falar um pouco.

Imagine uma situação: você acorda, e começa a se preparar para suas obrigações diárias. Se arruma, toma um café da manhã sem gosto, apenas com o intuito de não fazer você passar mal de fraqueza. Sai de casa em rumo à sua primeira obrigação (que você detesta, diga-se de passagem), e segue seu dia totalmente vazio de entusiasmo.

Na hora do almoço, come uma comida ruim e não se importa muito com esse detalhe, afinal o que vale é estar alimentado e não passar mal de fraqueza. Retorna às suas obrigações, que você detesta, diga-se novamente de passagem.

No fim do dia, chega em casa morto, come qualquer besteirinha, e vai dormir. E a rotina se repete.

“Credo!”, seria uma palavra que viria em minha mente ao imaginar uma situação dessas. E como uma professora minha disse uma vez, “quando a palavra é boa, ela não precisa de explicação”. Assim, acredito na eloqüência do meu “credo!” hehehe.

Agora imagina outra coisa: você acorda, e só de olhar pra janela e ver o dia começando já sente boas expectativas. Levanta, se arruma com esmero, se preocupando em se arrumar adequadamente. Prepara um café com carinho, apreciando cada mordida de torrada com geléia, ou cada gole de suco ou café. Sai de casa em rumo à sua primeira obrigação (que você gosta, diga-se de passagem; você é do tipo que busca fazer aquilo que gosta), e segue seu dia procurando fazer o melhor, renovando expectativas e sorrindo muito.

Na hora do almoço, procura comer uma comida saborosa, e aprecia cada garfada. Retorna às suas obrigações, que você gosta, diga-se novamente de passagem.

No fim do dia, chega em casa relativamente cansado, mas satisfeito. Prepara uma ultima refeição do dia, ouve uma música, assite um filme ou lê um livro. Procura entrar em contato com pessoas queridas, e vai dormir sentindo uma tranqüilidade e leveza dentro de si. E não há rotina a se repetir, pois você busca sempre coisas novas, agradáveis e divertidas.

“Aí sim!”, seriam duas palavras que viriam em minha mente ao imaginar – e viver – uma situação dessas.

Minha professora tinha razão quando disse aquilo sobre as palavras boas. Afinal, não vejo lógica melhor do que chamar de inspiração aquilo que faz as pessoas produzirem seu melhor: inspiração é o que nos mantém vivos; seja a do ar, seja a da vida.

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A história dos Beatles

Que eu gosto de Beatles não é nenhum segredo. Muitos devem imaginar que o grande motivo por trás disso é o mesmo motivo que leva qualquer pessoa a se tornar fanático por alguma banda. Naturalmente, é o mesmo motivo sim, porém com um algo a mais, que vou explicar agora.

Eram quatro garotos que não tinham muito dinheiro (eles pertenciam à “classe operária”, como chamavam na época), vivendo em uma época onde o mundo estava abalado por causa da guerra. Encontraram na música um suporte e esperança por dias melhores. Se uniram e começaram a trabalhar arduamente almejando atingir seu objetivo: fazer sucesso com uma banda de rock.

Eles fizeram sucesso – e como fizeram! Mas lá no fundo, eles meio que não levavam toda notoriedade tão a sério assim, afinal a fama é algo extremamente volátil. E eles sabiam disso, e tinham plena consciência de que tudo poderia durar um, dois ou dez anos. Quem saberia? Ninguém. Afinal, é como um amigo meu costumava dizer: “Não tenho certeza nem que o sol vai nascer amanhã”.

O sucesso foi uma explosão. O próprio John Lennon falava que era como um furacão: tudo em volta fica maluco, menos no centro, que é a parte mais calma. Eles eram o centro, e tudo em volta era o furacão. Essa metáfora não poderia ter sido melhor colocada; se você procurar no youtube pode achar vídeos da Beatlemania, mostrando as pessoas enlouquecidas por onde quer que eles passassem.

Boa parte do sucesso deles era devido ao carisma contagiante dos quatro mais a criatividade ilimitada deles. É, eles não tinham medo de ousar, e graças a essas Continuar lendo

Eternizar

Os beatles nasceram no início da década de 1940, ou seja, há 70 anos atrás.

Se reuniram, como banda de rock, em 1957, ou seja, há 53 anos atrás.

Fizeram sucesso explosivo em 1963, ou seja, há 47 anos atrás.

Bem, depois disso eles nunca mais deixaram de fazer sucesso.

A geração deles os venerou, a geração antes deles, e as gerações depois. Tanto é que jovens de 18 anos hoje se empolgam com a mesma intensidade que os jovens da década de 60. Eu até conheço crianças de 4 anos que gostam.

Ao longo desse tempo todo, muitas bandas surgiram. Muitas se eternizaram, mas muitas simplesmente se vaporizaram. O tempo passou, se modernizou, o estilo musical mudou, mas a veneração pelos beatles só aumentou. Mesmo 50 anos depois da banda, ela não soa como velha.

Ontem o Paul McCartney fez seu primeiro show da turnê aqui no Brasil. E duas garotas conseguiram o que todos os beatlemaníacos no mundo almejam: elas foram chamadas para subir no palco pelo próprio Paul, que assinou o braço delas.

Tudo isso por causa de um cartaz que elas levaram, e ele leu (clique na imagem para ver a reportagem sobre isso).

 

Agora, a minha pergunta é: POR QUE eles se eternizaram? O que deixou suas músicas tão excepcionais? Mesmo que você não seja fan ou não goste dos Beatles, não pode negar que a influência deles é poderosa, quase  que uma magia. A prova disso são os milhares de fans que surgem ao longo dos anos, e aqueles que permanecem fans ao longo dos anos.

Desde quando me encantei com Beatles pela primeira vez, eu me pergunto isso. O que vocês acham?

Me ajudem a desvendar o mistério! 🙂

Se você estivesse aqui hoje…

Fases iniciadas com “se”, terminadas com reticências e verbos no modo subjuntivo, o modo da hipótese: dá pra deduzir algumas coisas relevantes.

Por exemplo, o sentimento de arrependimento que envolve o coração de quem disse isso; ou também que há algo não resolvido por completo por culpa de algo maior, fora de controle.

Bem, vamos deixar essa idéia em stand by por um momento. Agora lhe pergunto: você já ouviu alguma música que o fez arrepiar na hora, ou até mesmo que o emocionou?

Já? Qual música?

Se sua resposta foi sim, isso significa que essa é definitivamente uma música muito boa. Significa que o sentimento do autor era bom e contagiante o suficiente para encontrar ressonância no coração de seus ouvintes (há, falei bonito, pode falar, hihihihi).

Eu já ouvi uma música que provocou esses sintomas em mim. Na verdade, já ouvi várias músicas que me fizeram arrepiar. Mas apenas uma me fez chorar, um choro silencioso e inconsciente; foi engraçado, pois eu nem prestava atenção em nada a não ser na música, e as lágrimas simplesmente saltaram aos olhos, silenciosas e reconfortantes.

Confesso que eu fiquei impressionada com aquilo, e até comecei a rir sozinha. Foi apenas quando a música acabou que eu refleti sobre o acontecido.

A música foi escrita por um amigo quando seu grande amigo faleceu. Porém, eles eram amigos que não se falavam direito devido a alguns assuntos – picuinhas – não resolvidos. Apesar disso, os dois sabiam que se amavam, e que a amizade que eles construíram era profunda o suficiente para que existissem picuinhas (afinal a gente só tem picuinhas e cobranças com quem nos importamos, certo?).  Infelizmente os amigos não tiveram a permissão de se resolverem por completo. E dá pra sentir na música esse sentimento arrependido de que todas aquelas diferenças não passavam de picuinhas quando, com a perda, percebeu-se o verdadeiro valor da amizade.

Engraçado que a música teve um sabor diferente porque eu sabia da história e consegui entender a mensagem. Por isso eu expliquei pra vocês, e gostaria que vocês ouvissem a música 🙂 Continuar lendo

Importância da beleza (2)

Pete Best é filho de Mona Best, proprietária do Casbah Club, que funcionava no sótão de sua casa em Liverpool, lugar em que tocavam os Beatles, Pete foi convidado a integrar-se ao grupo em 1959.
Best foi despedido pelo empresário dos Beatles, Brian Epstein. A razão foi que George Martin, produtor do grupo, estava insatisfeito com o modo dele tocar bateria. Martin já havia tentado substituí-lo durante as gravações. Primeiro, Martin o substituiu por um baterista de estúdio, Andy White, na primeira sessão para a gravação da música “Love me do”.
Pete Best chegou a gravar com os Beatles uma versão de “Love me Do” em 6 de junho de 1962, que foi lançada no álbum Anthology, assim como participou das gravações feitas em 1 de janeiro de 1962 para a gravadora Decca, que também constam no álbum “Anthology 1”.

A homenagem que o Fittipaldi ganhou

Se eu fosse um Beatle, e se eu tocasse guitarra, eu seria com certeza o George Harrison. Apesar de a minha idolatria pelo John Lennon ser óbvia, o George conquistou minha afeição por motivos não óbvios.

Sua genialidade não era óbvia. Seu espírito de liderança não era óbvio. Sua espiritualidade não era óbvia.

Ele foi o Beatle discreto. Dá para perceber que sua personalidade o fazia ser assim por natureza. Vale lembrar que é difícil competir quando você está ao lado de figuras como John Lennon, o líder mais-que-óbvio por natureza, e Paul McCartney, o gênio óbvio por natureza.

Imagino que esse fato fez a coisa (os Beatles) funcionar. O George não precisava competir pelo holofote. Esse papel – importante pro crescimento da banda – ele deixava pro John e por Paul, que gostavam disso.

E discretamente ele foi mostrando sua genialidade através de suas composições. Também discretamente ele foi mostrando sua liderança imperceptível a olho nu. E discretamente ele foi conquistando a galera pelo mundo afora.

A espiritualidade dele também é muito cativante. Ele mostrava isso independentemente de religião: com seu otimismo. Dá pra sentir isso quando se escuta “Here Comes the Sun” ou qualquer outra música dele.

O George tinha alguns hobbies legais, por exemplo, ele gostava muito de fórmula um. E isso o fez virar amigo (brotherzão, diga-se de passagem, a ponto das famílias passarem férias juntas) do grande piloto brasileiro Continuar lendo

Thanks God it’s Monday

É segunda feira, AÊ! E nada de garfield feelings hoje, por favor. O dia tá lindo, tá sol, não tá tão frio, é clima ideal para tomar sorvete, as lojas estão em liquidação e tem promoção no cinemark. AÊ!

Um dos meus chefes acabou de chegar aqui com fotos de seu filhinho que nasceu semana passada. Viu, o dia está conspirando o compartilhamento do bom humor. 😀

Um haikai pra comemorar:

 Os ventos passeiam como mensageiros,

Indo dos Alpes aos celeiros,

Espalhando por aí os bons intentos.

Até os Beatles estão comemorando, haha. Só pra constar, há exatamente 49 anos, em 2 de agosto de 1961, os Beatles se apresentaram pela primeira vez no Cavern Club, famoso pub de Liverpool. Foi aí que conheceram Brian Epstein, lendário empresário que os ajudou a ser o que são hoje. Não que vocês queiram saber disso, mas considerem minha intenção de compartilhar, hahaha! 😀

Parabéns Paul!

Hoje é sexta-feira, dia 18 de Junho. Há 68 anos atrás nasce James Paul McCartney.  O Beatle canhoto, com personalidade doce e rostinho de garoto bonzinho, dono de um vozeirão e de uma criatividade e genialidade musical difícil de se ver por aí.

Achei um vídeo muito bom, e gostaria de compartilhar com vocês. Trata-se de uma homenagem que o presidente Barack Obama fez para Paul quando o presenteou com o prêmio anual de grande contribuição para a cultura americana.

Vou transcrever alguns trechos (a partir de 2:30 no vídeo – o inglês do Obama é muito bom, fica a dica pros aprendizes praticarem):

“Passamos com dificuldade por este ultimo um ano e meio e neste momento nossos pensamentos e orações estão com amigos em outra parte do país que possui um legado musical extremamente rico: as pessoas da Costa do Golfo que estão lidando com uma situação que nós simplesmente não tínhamos visto antes. É de partir o coração. E reafirmamos  juntos, eu acho, nosso comprometimento para  cuidar disso afim de que suas vidas e comunidades sejam unificadas novamente. Continuar lendo