A Era do Consumismo

Era do consumismo: foi quando as pessoas aprenderam a consumir. Apenas consumir.
E tudo – música, poesia, arte, pessoas – virou um produto.

Produtos são assim: você usa quando precisa ou quando quer. Caso consiga arrumar um melhor ou mais conveniente, simplesmente troca.

É fácil de se acostumar com novos produtos. E os antigos, fácil esquece-los.

Mas aí alguém desperta e questiona: “a música/poesia/arte de hoje não é mais como era antigamente”.

Óbvio que não é: antigamente as pessoas eram tratadas como pessoas. Elas sentiam, valorizavam o sentir próprio e do próximo, e o principal, cuidavam umas das outras. Elas produziam, se doavam, mais do que consumiam.

Antes música e poesia eram sentimento; hoje, royalties e direitos autorais. Não há preocupação com o produzir.

Mas pessoas ainda são pessoas, só que mais egoístas.
Vivem dentro de suas bolhas; buscam o que é conveniente; e descartam o resto.
É uma solidão compartilhada, mas que ninguém sente até que a conveniência acabe.

Aqueles que despertaram podem propor soluções.
Quando isso acontecer, possivelmente significará o rompimento das bolhas.
Afinal, a própria ação de propor significa produzir, criar, se doar.
Verbos altruístas que estão voltados para o próximo.

E então poderemos falar: “ah, a música de hoje é ainda melhor do que a de antigamente”.

Assim espero.

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Rotina

Era uma vez um rapaz em seus 25 anos. Todos os dias ele acordava no mesmo horário, vestia o mesmo estilo/cor de roupa, e ia trabalhar. Estacionava na mesma vaga. Na hora do almoço, comia sempre no mesmo restaurante e se sentava na mesma mesa. Todo dia, a mesma coisa.

Era uma vez também uma garota em seus 22 anos. Todos os dias ia para a aula, se sentava no mesmo lugar e seguia a mesma rotina diária. Todos os dias.

Um dia o rapaz resolveu dar bom dia ao porteiro, coisa que nunca fazia. Resolveu mudar o restaurante, experimentou uma nova cor de camisa. Estacionou em uma vaga diferente até.

Um dia, a garota sentou em outro lugar na aula, e passou a ter uma perspectiva diferente da aula. Resolveu ajudar mais em casa e a deixar o café da manhã pronto para seus familiares. Mudou sua rotina.

Mudar não significa somente “ser o contrário do que é”. Mudar é também fazer algo que, até então, não fazia. É procurar pensar um pouco diferente do que veio pensando até hoje. É, também, fazer um algo a mais: tomar uma atitude, tomar uma decisão, querer mudar para melhor!

[Mitsuaki Manabe]

 

“Ser ou não ser?”

Taí um questionamento clássico, não só da literatura universal, mas da vida. É claro que a resposta é “ser” ao invés de “não ser”. Não é legal “não ser”, a sociedade não aceita, há uma pressão psicológica e quase cósmica para que você seja.

Pois bem, foi seguindo essa idéia que nosso aclamado Charlie… Peraí, Harper ou Sheen? Qual é o sobrenome dele na vida real mesmo?? Bem, na dúvida, Charlie Sharper. Continuando, seguindo essa idéia, Charlie Sharper acabou se afundando de vez.

É, aquela vida de orgias do cara bonitão (eu diria apenas inteirão, mas é uma questão de gosto) e rico que vemos na telinha da Warner Channel é uma reprodução leve da vida real do Charlie. Ele meio que interpreta seu ego real, e fora dos estúdios ele vive seu alterego. Fala sério, quem não queria viver sem fronteiras e ter a chance de expressar as vontades mais íntimas da mente? Ele pode, afinal é o protagonista da série, não tem Two and a Half Men sem o Charlie, não é mesmo?

Se ele achava que o céu era o limite, se lascou. Sr. Sharper foi oficialmente despedido. Acabou a brincadeira de “interpretando eu”, e levado pelo sentimento egoísta de escolher “ser” duas vezes, Charlie acabou “não sendo” nada pelas suas atitudes. Cara, regra básica: não se xinga seu chefe em praça pública. Se você ganha 2 milhões de dólares por episódio, você faz massagem na pessoa que te proporciona isso.

Ah, não expliquei: é que nesse contexto da demissão do Sr. Sharper, houve troca de “elogios” dele para o produtor.

É a vida. E fica a dica para os meninos que achavam o máximo ver Sr. Sharper pegando geral: vamos pensar um pouco.

Não se sabe ainda o futuro da série. Como ele saiu no meio das gravações da temporada, tudo está incerto. Parece que cogitam achar um substituto. Vamos ver.

Dançando na chuva

Na tentativa de ser uma boa escritora, levou algum tempo para eu perceber algo importante. Obviamente a grande meta é ser reconhecida por isso; mais óbvio ainda é saber que essa meta só será atingida depois de certo tempo de prática. Até lá, terei minha oportunidade de escrever todos os meus textos ruins para, então, registrar os bons.

Voltando ao algo importante, sim… percebi que mais importante do que atingir a minha meta é saber reconhecer os textos bons das outras pessoas. Além de ser um treino de humildade, é um fato que, de alguma maneira, envolve a natureza humana: é impossível se atingir o nível máximo de algo; sempre há mais um degrau a subir, e o verdadeiro expert é aquele que nunca para de subir. Em outras palavras, se sempre há mais um degrau, sempre há alguém melhor do que nós.

Com essa idéia, decidi compartilhar um mini-texto que, apesar da extrema objetividade, é um dos textos mais perfeitos que eu já li. É de autoria desconhecida, mas aposto que a pessoa que disse (ou escreveu) isso é um grande sábio. Leia, e entenderá o porquê. 🙂

“Viver não é esperar a tempestade passar; é aprender a dançar na chuva.”

Vamos todos dançar na chuva, porque é algo realmente divertido de se fazer! 😀

A história dos Beatles

Que eu gosto de Beatles não é nenhum segredo. Muitos devem imaginar que o grande motivo por trás disso é o mesmo motivo que leva qualquer pessoa a se tornar fanático por alguma banda. Naturalmente, é o mesmo motivo sim, porém com um algo a mais, que vou explicar agora.

Eram quatro garotos que não tinham muito dinheiro (eles pertenciam à “classe operária”, como chamavam na época), vivendo em uma época onde o mundo estava abalado por causa da guerra. Encontraram na música um suporte e esperança por dias melhores. Se uniram e começaram a trabalhar arduamente almejando atingir seu objetivo: fazer sucesso com uma banda de rock.

Eles fizeram sucesso – e como fizeram! Mas lá no fundo, eles meio que não levavam toda notoriedade tão a sério assim, afinal a fama é algo extremamente volátil. E eles sabiam disso, e tinham plena consciência de que tudo poderia durar um, dois ou dez anos. Quem saberia? Ninguém. Afinal, é como um amigo meu costumava dizer: “Não tenho certeza nem que o sol vai nascer amanhã”.

O sucesso foi uma explosão. O próprio John Lennon falava que era como um furacão: tudo em volta fica maluco, menos no centro, que é a parte mais calma. Eles eram o centro, e tudo em volta era o furacão. Essa metáfora não poderia ter sido melhor colocada; se você procurar no youtube pode achar vídeos da Beatlemania, mostrando as pessoas enlouquecidas por onde quer que eles passassem.

Boa parte do sucesso deles era devido ao carisma contagiante dos quatro mais a criatividade ilimitada deles. É, eles não tinham medo de ousar, e graças a essas Continuar lendo

Desculpe Jabor! Love is all we need.

Olha… confesso que agora sim não resta nenhum indício de angústia por causa do que li naquele blog (para entender a história, clique aqui). E gostaria de aproveitar o momento para pedir desculpas em público ao Arnaldo Jabor. Quero dizer, depois de uma coisa que ele disse sobre shows de rock eu passei a não gostar dele, e isso me fez descartar qualquer coisa cuja a fonte fosse ele. Para mim, ele não passava de um babaca arrogante e elitista da rede globo. Tá, preconceito, eu sei. Estou me desculpando, afinal recebi um texto dele o qual acho que todas as pessoas deviam ler.

Sim, apesar da visão elitista, ele tem visão sobre as coisas, e isso é importante. Quem nunca falou bobagens para defender sua emissora, afinal de contas? Todo mundo já! 😛

Enfim, Jabor, prometo que meu preconceito com relação às coisas que você diz acabaram agora. Você me cativou, haha! Ponto!! \o/

Nem tudo está perdido, pessoas! Hehehe, poderei tomar meu sorvete em paz hoje. 🙂

Estamos com fome de amor

Color conquest - part II
Arnaldo Jabor

O que temos visto por ai ??? Continuar lendo

Post sério

Chega! Chega de violência. Sério, eu não agüento mais, é simplesmente revoltante!

Hoje pela manhã fiquei sabendo que uma pessoa amiga foi baleada ontem à noite em uma tentativa de sequestro. Ele tava em seu carro, assim que parou o carro na vaga em frente ao comércio, dois caras o abordaram, apontando uma arma. Ele deu ré para tentar fugir e o cara atirou. O tiro acertou o tórax na altura do abdômem.

Há algumas semanas atrás eu postei sobre o senhor que foi espancado. Ontem foi meu amigo. Pela lógica, a próxima pergunta seria “quem será o próximo?”, mas eu faço uma mais urgente: Por que?

O que se passa na cabeça dessas pessoas que acham válido fazer qualquer coisa para obterem o que querem, mesmo que isso custe a vida de alguém? É essa a idéia de liberdade que eles têm? Acredito que se eles gastassem todo esse esforço, usado para calcular uma ação de assalto, em algo produtivo, hoje em dia teríamos tantos grandes empresários……

Eu poderia descascar aqui meus sentimentos revoltosos anti-violência. Mas acho que seria apenas mais um desabafo. A situação pede conscientização. Mudança de postura. Mudança de pensamento. Pensamento grande, forte e constante.

Eu acredito na força do pensamento. Vocês podem dizer que é coisa de sonhador, mas garanto que eu não sou a única. Acredito que várias pessoas pensando coisas positivas conseguem influenciar o ambiente e até influenciar aquelas pessoas que vêem dificuldade em pensar constantemente positivo. Continuar lendo

Destination Unknown

Novas empreitadas estão a caminho! O que fazer? Afinal, isso requer uma mudança quase radical. Uai, como algo pode ser quase radical? Simples: sendo. Por que não poderia ser? O que impede? Paradigmas socialmente aceitos? Ah, é só deixá-los de lado por um momento, simples assim.

Mas mudança radical é difícil, gera um frio na barriga, um medinho de curiosidade do que vai acontecer depois. Ou um medão de preocupação seguido por um “e se não der certo?”. Li em um livro que costumamos ter medo da morte, ou do escuro; mas na verdade, o que realmente tememos é o desconhecido. Unknown. Desconocido. Unbekannt. Iconnu. Sconosciuto. 不明.

Reflexo da nossa natureza humanoide de querer ter tudo sob controle, de prever as coisas. Isso é bom, pois traz garantia, o que gera uma sensação de tranquilidade. Mas é legal ter imprevistos, pensar rápido, testar sua flexibilidade para resolver uma situação não planejada. Isso é o que nos faz aprimorar e evoluir, afinal de contas. O custo benefício acaba sendo maior. Continuar lendo

Materializando

Um belo dia eu e uma amiga fomos ao shopping com um amigo para ajudá-lo a escolher o primeiro presente para sua namorada. Depois de muitas vitrines, resolvemos tomar um sorvete. Só que o meu amigo quem pagou o nosso. Ficamos super sem graça, morrendo de vergonha, afinal de contas o pensamento enraizado pelo senso comum atual de que “sou auto-suficiente” era forte.

Outro belo dia eu e uma amiga diferente fomos num café com outro amigo. Cada um pediu o que quis, comemos, conversamos a beça, rimos… No final, de forma bem sutil, ele pegou nossas comandas, continuou a conversar com a gente, e se retirou da mesa. Pouco tempo depois ele voltou. Não tínhamos percebido, mas ele havia pagado nossa conta. Mais uma rodada de “sem graça” e “vergonha”. Ele tomou a posição de “parem com isso, não é nada de mais, só quis ser gentil” enquanto a gente se olhava com cara de tacho e bochechas rosadas.

Até que ele começou a nos indagar o motivo de nos sentirmos assim. Pois para ele era um ato gentil, enquanto pra gente era algo quase como caridade. Depois de uma conversa um tanto embaraçosa pra gente, ele começou a nos explicar que estávamos com o pensamento errado, afinal a maneira como vínhamos pensando não nos permitiu receber o sentimento de gentileza dele para sentirmos gratidão por isso.

Ah, isso ficou na minha mente por algum tempo. Continuar lendo