O medo

O medo nos impede de fazer as coisas mais legais, de expressarmos nossas características mais marcantes, de falar as coisas mais belas.

O medo gera a timidez, a vergonha; ele reprime, deprime, constrange.

A gente se embrulha no medo inconsciente, imaginando coisas, e passamos a evitar a vida. Perdemos oportunidades e deixamos pessoas bacanas simplesmente passarem. Tudo culpa dele.

Talvez se a gente tentasse arriscar, poderíamos ter um resultado frustrante. Mas pelo menos tentamos, e então podemos seguir em frente. Ou não, podemos ter sucesso. E desfrutar desse sucesso.

Cliquei sem querer num vídeo genial. Impressionante como as crianças nos inspiram:

“…que eu quero o mesmo que você”.

Tenho andado distraído, impaciente e indeciso.

E ainda estou confuso, só que agora é diferente: estou tão tranqüilo e tão contente.

Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada para ninguém.

Me fiz em mil pedaços pra você juntar. E queria sempre achar explicação pro que eu sentia.

Como um anjo caído, fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.

Mas, não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.

Já não me preocupo se eu não sei por que; às vezes o que eu vejo quase ninguém vê; eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito, o Infinito é realmente um dos Deuses mais lindos.

Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?

Me disseram que você estava chorando… E foi então que eu percebi como te quero tanto.

Já não me preocupo se eu não sei por que.

Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê.

Eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu quero o mesmo que você.

Me espanta e emociona ao mesmo tempo a maestria do Renato Russo. Sério, ele é a definição perfeita de poeta: conseguir expressar com exatidão coisas que todo mundo sente, mas não consegue explicar.

O normal é a gente pegar uma letra de música e destrinchá-la, analisá-la, traduzi-la em palavras mais simples. Nesse caso, o Renato já destrinchou, e eu vou fazer o trabalho inverso: vou dar a matéria prima.

Ele poderia apenas ter escrito: Continuar lendo

Tenis x Frescobol

Eu não tenho palavras para descrever a sensação de ler um texto bom. Texto bom do tipo que toca na alma, chacoalha a mente, faz pensar, promove mudança e entendimento.

Ao longo da vida eu tive a sorte de me deparar com alguns textos desse tipo. Talvez foi graças a eles que decidi me aventurar nesse caminho de escrever, buscando, algum dia, poder tocar as pessoas da mesma maneira que eles fizeram comigo.

Assim, hoje eu li um texto genial, e não vejo motivos para não divulgá-lo com todos. É do Rubem Álves, e aqui você pode encontrar mais textos geniais.

Deliciem-se! 🙂

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Quando 2 = 1?

Matemática é uma ciência exata, já amar é uma ciência nada exata. O que me intriga é tentar usar relações matemáticas para o amor. Além de ser brega, geralmente não tem lógica nenhuma. Isso desde um simples “eu te amo elevado ao infinito” desde “eu e você somos uma só alma!”

Qual a lógica de dizer para outra pessoa que a ama elevado ao infinito?? Primeiro, amar não é número, segundo infinito também não é número! Faz todo sentido dizer que um número é elevado a outro. E o que seria uma coisa elevada a outra? Talvez a Punk, a elevada da Breca?

Dizer que o seu amor é o maior do mundo é dizer que sua mulher te ama menos do que você a ama. Pense bem, matemática é razão. Se declarar não é o melhor momento para usá-la.

Mas pra mim algo que faz menos sentido ainda é esse negócio de alma gêmea. Dizer que 2 = 1 é como dizer que 2 + 2 = 2 (WFT)?!? Dizer que você + outra pessoa é igual a uma é o mesmo que dizer: “valho menos que um!” Se for pra ser assim, fique sozinho. Vale mais a pena.

Se você quer conquistar dizendo que ela vale menos que um, use  essa música sertaneja, dará muito mais certo.

Você não vale nada, mas eu te quero bem. Vale menos que um real, mas pra mim vale cem.

Agora sim, pode até ser brega, mas faz todo sentido. O que o cara quis falar? Que alguém inflacionou o coração dele. “Vale menos que um real, mas pra ele vale cem!” Economista do amor! Lindamente brega!!!! Diria mais, isso é poesia ReginaldoRossiniana!! E pense bem, provavelmente um cara que usa um trecho de música tão esdrúxulo vale menos que um real também. Sendo assim, agora a matemática pode ser usada: “Ele + Ela = 1.”

Como já disse, não use a razão. Afinal razão lembra divisão e o importante no amor não é dividir momentos, mas multiplicá-los. Use termos matemáticos, mas empregue-os bem. Ser romântico é legal, ser brega é legal. Ser ridículo NÃO!!!