Se você estivesse aqui hoje…

Fases iniciadas com “se”, terminadas com reticências e verbos no modo subjuntivo, o modo da hipótese: dá pra deduzir algumas coisas relevantes.

Por exemplo, o sentimento de arrependimento que envolve o coração de quem disse isso; ou também que há algo não resolvido por completo por culpa de algo maior, fora de controle.

Bem, vamos deixar essa idéia em stand by por um momento. Agora lhe pergunto: você já ouviu alguma música que o fez arrepiar na hora, ou até mesmo que o emocionou?

Já? Qual música?

Se sua resposta foi sim, isso significa que essa é definitivamente uma música muito boa. Significa que o sentimento do autor era bom e contagiante o suficiente para encontrar ressonância no coração de seus ouvintes (há, falei bonito, pode falar, hihihihi).

Eu já ouvi uma música que provocou esses sintomas em mim. Na verdade, já ouvi várias músicas que me fizeram arrepiar. Mas apenas uma me fez chorar, um choro silencioso e inconsciente; foi engraçado, pois eu nem prestava atenção em nada a não ser na música, e as lágrimas simplesmente saltaram aos olhos, silenciosas e reconfortantes.

Confesso que eu fiquei impressionada com aquilo, e até comecei a rir sozinha. Foi apenas quando a música acabou que eu refleti sobre o acontecido.

A música foi escrita por um amigo quando seu grande amigo faleceu. Porém, eles eram amigos que não se falavam direito devido a alguns assuntos – picuinhas – não resolvidos. Apesar disso, os dois sabiam que se amavam, e que a amizade que eles construíram era profunda o suficiente para que existissem picuinhas (afinal a gente só tem picuinhas e cobranças com quem nos importamos, certo?).  Infelizmente os amigos não tiveram a permissão de se resolverem por completo. E dá pra sentir na música esse sentimento arrependido de que todas aquelas diferenças não passavam de picuinhas quando, com a perda, percebeu-se o verdadeiro valor da amizade.

Engraçado que a música teve um sabor diferente porque eu sabia da história e consegui entender a mensagem. Por isso eu expliquei pra vocês, e gostaria que vocês ouvissem a música 🙂 Continuar lendo

A gente se vê!

Eu não sei lidar com despedidas. É um sentimento confuso, as lágrimas fazem cócegas nos olhos querendo sair ao mesmo tempo que o riso explode pra fora da boca. Bem, é claro que o riso acaba se sobressaindo, mas ainda assim, é um sentimento confuso, sem definição.

Pensando bem, eu acabei de defini-lo, duh!

Eu to falando isso porque hoje é a ultima vez que eu posto daqui do meu trabalho. Essa é minha ultima manhã aqui. E eu estou com os sintomas que descrevi acima.

Você pode falar: “pô guria, larga mão de ser dramática, mudanças são boas, a vida continua, arrume outro estágio, para de ficar de nhé-nhé-nhé e vira homi, muié!” , mas… confesso que nunca imaginei que eu fosse me afeiçoar às pessoas daqui; e nunca imaginei que eles fossem se afeiçoar a mim também (percebi lágrimas fazendo cócegas no olhos da minha chefe quando fui despedir dela também, hehe).

E o melhor: nunca imaginei que eu fosse fazer alguma amizade de verdade, do tipo “já era, agora vai ter que me aguentar pra sempre, MUAHUAHUAHUAH (risada maléfica)”.  Vou sentir saudade de ouvir “você ta falando sozinha ou é comigo?” e “ai meu Deus, tá rindo pro computador de novo…” hauhuahua :D.

Ah, vou sentir saudade de almoçar comida ruim no RU daqui (porque, convenhamos, esse restaurante daqui é franquia do RU da UnB, só pode ser! A diferença é que não é R$2,50 à vontade ¬¬), vou sentir saudade da maquininha de café e da copa, a central de fofocas hauhauha.

Entretanto, desse saudosismo todo, fica um prêmio: saber que mais essa etapa foi concluída com êxito, não somente pela competência profissional, mas principalmente por ter aprendido um moooonte com as pessoas, por ter conhecido pessoas bacanas e especiais.

Já me convidaram pra voltar e visitá-los, hehehe. Gracinha demais todos eles! 🙂

Bem, é isso. É nóis Queiróz. E agora… Bem, agora eu to indo lá no RU daqui. Comer comida ruim. Atóron! n_n