Demissão

Sempre que uma pessoa é demitida há alguém para consolar. Já aconteceu contigo? Imagine a situação onde encontra um amigo, você acabou de ser demitido.

– Opa, tudo bem João?

– Oiii Euler, tudo bem e você?

– Ahh, não sei cara, acabei de ser demitido.

Nesse momento teu amigo faz um cara de PQP (Puxa Que Phoda) afinal ele perguntou se tava tudo bem e não se você tinha sido demitido. Devido aquele momento constrangedor, seu amigo resolve te dar um apoio.

– Poxa cara, não fica assim, de repente tem algo melhor te esperando??

ALGO MELHOR? O que seria algo melhor?? O nome de um loja??? ALGO MELHOR LTDA??? Eu não preciso de algo melhor, preciso de outro emprego.

Outra situação são amigos que tentam te dar apoio mostrando o próprio exemplo.

– Que isso cara, não fique assim. Olha para mim, eu também estive na mesma situação que você, mas dei a volta por cima. Inclusive amanhã estarei indo para a Europa, quer que eu traga algo para você?

– Sim, quero que você traga seus Rins enlatados! – Pensei!!!

Porém a situação pior é quando teu amigo quer saber o Por quê?

– Mas Euler, o que aconteceu pra você ser demitido?

– Ahhh cara, já melhorei. As vezes tem algo melhor me esperando, né?

Estamos no mesmo barco

Existiu um filósofo religioso japonês chamado Mokiti Okada, fundador da igreja messiânica, que falava de uma tal lei do retorno. Em outras palavras isso significa: toda energia por nós emitida, seja positiva ou negativa, sempre volta como conseqüência da Lei do retorno.

as o que os japoneses fizeram para merecer tamanho “retorno”? Pra tentar explicar isso vou usar de uma metáfora. Imagine que você vai para uma festa, onde será o motorista e levará mais quatro amigos num carro. A partir do momento que você dá ignição todos os passageiros estão sob sua responsabilidade, certo? Agora suponha que você bebeu nesta noite, voltou dirigindo e sofreu um acidente, onde seus quatro amigos morreram e você, o motorista, o responsável, o bêbado, sobreviveu. Ai te pergunto, quem sofreu com a lei do retorno? Seus amigos! Talvez você não tenha perdido a vida, mas tenha ganhado a culpa.

O que eu quero dizer com isso, é que somos responsáveis por todos que aqui vivem na Terra. Trocando em miúdos, estamos no mesmo barco.

Rotina

Era uma vez um rapaz em seus 25 anos. Todos os dias ele acordava no mesmo horário, vestia o mesmo estilo/cor de roupa, e ia trabalhar. Estacionava na mesma vaga. Na hora do almoço, comia sempre no mesmo restaurante e se sentava na mesma mesa. Todo dia, a mesma coisa.

Era uma vez também uma garota em seus 22 anos. Todos os dias ia para a aula, se sentava no mesmo lugar e seguia a mesma rotina diária. Todos os dias.

Um dia o rapaz resolveu dar bom dia ao porteiro, coisa que nunca fazia. Resolveu mudar o restaurante, experimentou uma nova cor de camisa. Estacionou em uma vaga diferente até.

Um dia, a garota sentou em outro lugar na aula, e passou a ter uma perspectiva diferente da aula. Resolveu ajudar mais em casa e a deixar o café da manhã pronto para seus familiares. Mudou sua rotina.

Mudar não significa somente “ser o contrário do que é”. Mudar é também fazer algo que, até então, não fazia. É procurar pensar um pouco diferente do que veio pensando até hoje. É, também, fazer um algo a mais: tomar uma atitude, tomar uma decisão, querer mudar para melhor!

[Mitsuaki Manabe]

 

“…que eu quero o mesmo que você”.

Tenho andado distraído, impaciente e indeciso.

E ainda estou confuso, só que agora é diferente: estou tão tranqüilo e tão contente.

Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada para ninguém.

Me fiz em mil pedaços pra você juntar. E queria sempre achar explicação pro que eu sentia.

Como um anjo caído, fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.

Mas, não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.

Já não me preocupo se eu não sei por que; às vezes o que eu vejo quase ninguém vê; eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito, o Infinito é realmente um dos Deuses mais lindos.

Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?

Me disseram que você estava chorando… E foi então que eu percebi como te quero tanto.

Já não me preocupo se eu não sei por que.

Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê.

Eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu quero o mesmo que você.

Me espanta e emociona ao mesmo tempo a maestria do Renato Russo. Sério, ele é a definição perfeita de poeta: conseguir expressar com exatidão coisas que todo mundo sente, mas não consegue explicar.

O normal é a gente pegar uma letra de música e destrinchá-la, analisá-la, traduzi-la em palavras mais simples. Nesse caso, o Renato já destrinchou, e eu vou fazer o trabalho inverso: vou dar a matéria prima.

Ele poderia apenas ter escrito: Continuar lendo

Como fazer uma dedicatória

Percebi que muita gente procura no Google dedicatórias para livros. Mas aí é que tá: não tem graça nenhuma receber um presente com dedicatória sabendo que não foi a própria pessoa que escreveu. A graça – e a magia – da coisa está em expressar nosso carinho em palavras para a pessoa especial, e essa idéia é o fundamento do tutorial a seguir.

Uma pequena observação antes: não precisa ser escritor para redigir um texto bom. Texto bom é aquele que cativa as pessoas, lembre-se disso. 😉

Passo 1: Continuar lendo

“Ser ou não ser?”

Taí um questionamento clássico, não só da literatura universal, mas da vida. É claro que a resposta é “ser” ao invés de “não ser”. Não é legal “não ser”, a sociedade não aceita, há uma pressão psicológica e quase cósmica para que você seja.

Pois bem, foi seguindo essa idéia que nosso aclamado Charlie… Peraí, Harper ou Sheen? Qual é o sobrenome dele na vida real mesmo?? Bem, na dúvida, Charlie Sharper. Continuando, seguindo essa idéia, Charlie Sharper acabou se afundando de vez.

É, aquela vida de orgias do cara bonitão (eu diria apenas inteirão, mas é uma questão de gosto) e rico que vemos na telinha da Warner Channel é uma reprodução leve da vida real do Charlie. Ele meio que interpreta seu ego real, e fora dos estúdios ele vive seu alterego. Fala sério, quem não queria viver sem fronteiras e ter a chance de expressar as vontades mais íntimas da mente? Ele pode, afinal é o protagonista da série, não tem Two and a Half Men sem o Charlie, não é mesmo?

Se ele achava que o céu era o limite, se lascou. Sr. Sharper foi oficialmente despedido. Acabou a brincadeira de “interpretando eu”, e levado pelo sentimento egoísta de escolher “ser” duas vezes, Charlie acabou “não sendo” nada pelas suas atitudes. Cara, regra básica: não se xinga seu chefe em praça pública. Se você ganha 2 milhões de dólares por episódio, você faz massagem na pessoa que te proporciona isso.

Ah, não expliquei: é que nesse contexto da demissão do Sr. Sharper, houve troca de “elogios” dele para o produtor.

É a vida. E fica a dica para os meninos que achavam o máximo ver Sr. Sharper pegando geral: vamos pensar um pouco.

Não se sabe ainda o futuro da série. Como ele saiu no meio das gravações da temporada, tudo está incerto. Parece que cogitam achar um substituto. Vamos ver.

O poder das fotos

A tecnologia transformou totalmente a forma de vermos o mundo. Creio que nem posso dizer que tenha transformado, acho que foi apenas um telescópio ampliando nossa visão.

A ascensão de redes sociais e a popularização de máquinas fotográficas nos trouxeram uma perspectiva de vida peculiar: a especulação por trás das fotos.

Como assim????

Geralmente quando olho para uma foto, penso no que estava acontecendo naquele momento, e creio que todo mundo faz do mesmo jeito. Por exemplo, o que a garota da foto estava fazendo ao ser clicada? Quando vejo as fotos de uma festa, é como se fosse várias cenas de um filme, cada uma com o seu teor e todas ajudassem a contar uma história. Uma história que é única, que apenas eu imagino daquele jeito.

O que acontece hoje com as redes sociais é que somos como editores de um filme. Colocamos as fotos que nos interessam, pois elas contam uma história. E o que você deseja? Uma comédia, um drama, uma tragédia, uma pornochanchada? As fotos que você seleciona, vão contar uma história e a ordem e os tipos de fotos vão montando um quebra-cabeças até montar o filme.

Bem, quando se monta um álbum com várias fotos, com certeza é fácil montar o filme e fazer com que todos entendam o que aconteceu. Entretanto quando colocamos apenas uma foto, qual é o mundo de interpretações que podemos fazer com apenas uma foto?

Hoje em dia escrevemos, pintamos, amamos sem saber a mensagem que queremos passar ao mundo. O mesmo serve para as fotos. Tiramos fotos e publicamos na internet sem saber qual o sentido daquilo. Realmente, desprezamos o poder das fotos.

O motivo da separação

Tenho pena da Yoko… Afinal de contas, ela é sempre tida como a grande culpada por tudo. Sim, a Yoko em questão é a Ono, e o “tudo” do “culpada por tudo” é a separação dos Beatles.

Eu, como Beatlemaníaca que sou, não acho que ela foi a grande culpada não. Existe um fator na lei da natureza que eu demorei a entender, mas depois que percebi, as coisas se tornaram um pouco claras. Agora é possível enxergar isso em vários contextos diferentes.

Os Beatles começaram como várias outras bandas também começaram naquela época: um empresário os adotou e começou a trabalhar em sua promoção. Porém, a grande diferença deles para as várias outras bandas era a essência e a atitude: eles queriam ser famosos, mas adotavam uma postura de piada, descontraída, com relação a isso; eles queriam ganhar dinheiro, mas a ostentação não tinha espaço no coração deles; eles não tinham medo de inovar e sempre buscavam ser melhores músicos. Ah, e acima de tudo, eles eram muito unidos.

Juntando tudo isso, temos Continuar lendo

Dançando na chuva

Na tentativa de ser uma boa escritora, levou algum tempo para eu perceber algo importante. Obviamente a grande meta é ser reconhecida por isso; mais óbvio ainda é saber que essa meta só será atingida depois de certo tempo de prática. Até lá, terei minha oportunidade de escrever todos os meus textos ruins para, então, registrar os bons.

Voltando ao algo importante, sim… percebi que mais importante do que atingir a minha meta é saber reconhecer os textos bons das outras pessoas. Além de ser um treino de humildade, é um fato que, de alguma maneira, envolve a natureza humana: é impossível se atingir o nível máximo de algo; sempre há mais um degrau a subir, e o verdadeiro expert é aquele que nunca para de subir. Em outras palavras, se sempre há mais um degrau, sempre há alguém melhor do que nós.

Com essa idéia, decidi compartilhar um mini-texto que, apesar da extrema objetividade, é um dos textos mais perfeitos que eu já li. É de autoria desconhecida, mas aposto que a pessoa que disse (ou escreveu) isso é um grande sábio. Leia, e entenderá o porquê. 🙂

“Viver não é esperar a tempestade passar; é aprender a dançar na chuva.”

Vamos todos dançar na chuva, porque é algo realmente divertido de se fazer! 😀

O hora certa

– Essa chuva que não para! – Dizia ela, com a voz triste.

– Eu reservei esse restaurante faz seis meses. Não vamos perdê-lo por causa de uma chuva.

– Mas tá muito forte meu bem! – A mulher falava com um tom de conformismo.

Olharam para o céu novamente, só havia nuvens e mais nuvens escuras tampando o calor do Sol. Abraçaram-se novamente, esperando que um milagre abrisse o caminho até o restaurante, que ficava a cinco quarteirões do hotel. Esperaram por mais dez minutos e nada. Chuva, chuva e chuva.

– Eu não vou ficar aqui parado esperando. Tá na hora de fazer algo. – Correu até a uma loja próxima e comprou um guarda-chuva. Voltou correndo para o hotel a fim de buscar a esposa. Ela sorriu, deu um beijo nele, agradecida. Abriram-no e pronto. Ali estava o Sol aparecendo novamente.

Os dois olharam para o céu, olharam para o guarda-chuva, olharam para o céu de novo quase como uma prece, pedindo para chover novamente.

– Não acredito que parou.

– Nem eu! – Disse a mulher sorrindo e olhando para o cabelo molhado do marido. Fecharam-no e foram andando até o restaurante.

Um homem que estava sentado do lado de dentro do hotel mostrava a situação para a filha:  “Tá vendo a importância de esperar e a importância de tomar uma atitude? Se ele toma a atitude dez minutos antes com certeza não teria o remorso de comprar um guarda-chuva novo. Se ele esperasse mais cinco minutos não precisaria de comprar um. Essa é a grande dificuldade humana, saber quando esperar e quando agir. Essa é a importância de ter o time, essa é diferença do sucesso para o fracasso!”