O Tempo

Estava passando pela net quando vi o clipe do Móveis Colonias de Acaju. A letra é sensacional, a melodia marca registrada da banda. Antes, a TV só aparecia sucesso, antes quem fazia sucesso tinha talento. Infelizmente, hoje, quem faz sucesso tem exatamente o oposto, seja lá o que signifique o antônimo de talento. Não sou fã da banda, mas sou fã da atitude de inovação desses caras. O melhor é ver que o diretor desse clipe, o Steve, também começou em Brasília. Espero que gostem.

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Assim funciona a ironia

O Brasil é um país sério. Na verdade, sério no papel, que inclusive representa muito bem, porém na prática o nosso país é bem engraçado. Veja, se o Brasil fosse meu pai observe como ele iria me tratar ao me dar um castigo.

– Pai, fiquei de recuperação na escola. (Eu falando para o meu pai Brasil.)

– Ahhh, você sabe o que acontece com quem fica de recuperação aqui em casa, não é? Aqui é castigo. Terá que ficar trancado no seu quarto por 4 semanas.

– Mas pai, minha viagem é semana que vem!

– Vou conversar com sua mãe.

Fui viajar, me divertir por uma semana e nada do meu pai, o Brasil, conversar comigo. Entretanto ao chegar em casa ele diz:

– Conversei com sua mãe e ela chegamos a conclusão que você vai ter que ficar trancado por 2 semanas. Terrível seu comportamento ao reprovar uma matéria. Terrível!!!

– Justa aplicabilidade da lei caseira meu amável pai. Obrigado. – Afinal meu pai foi Legal (tanto no sentido da lei como no sentido do pai) , me deixou viajar e ainda me concedeu apenas metade da pena. Que beleza!!!

As coisas funcionam exatamente assim Aqui. O STF não quis se decidir antes das eleições sobre a ficha limpa. Então ficou no empate e disse: “façam-se as eleições, decidimos depois!”O nosso presidente, na época, não quis escolher ninguém para fazer o 11º voto, o de desempate. Por quê? Por que isso é engraçado! E mais, ele ainda disse que deixaria a escolha do 11º ministro do STF para o próximo presidente eleito. E assim foi. Agora a pergunta, será que o próximo presidente não faria a escolha do ministro de forma casada? Como assim? Escolho você para o Supremo e seu voto será X (a favor ou contra a ficha limpa)? Seria possível? Sinceramente, acho que Não, pois o Brasil é uma país sério.

O medo

O medo nos impede de fazer as coisas mais legais, de expressarmos nossas características mais marcantes, de falar as coisas mais belas.

O medo gera a timidez, a vergonha; ele reprime, deprime, constrange.

A gente se embrulha no medo inconsciente, imaginando coisas, e passamos a evitar a vida. Perdemos oportunidades e deixamos pessoas bacanas simplesmente passarem. Tudo culpa dele.

Talvez se a gente tentasse arriscar, poderíamos ter um resultado frustrante. Mas pelo menos tentamos, e então podemos seguir em frente. Ou não, podemos ter sucesso. E desfrutar desse sucesso.

Cliquei sem querer num vídeo genial. Impressionante como as crianças nos inspiram:

Hi Mr. President!

Brasília amanheceu ao som de “Hi, Mr President”. Muita formalidade, segurança duplamente reforçada, recepção elegante no Palácio do Planalto e um cronograma cheio: Mr president é recebido pela Presidenta do Brasil (licença poética pelo Presidenta).

Sem dúvida alguma é um acontecimento importante para o futuro do Brasil, e para  o governo da Dilma. Assinatura de tratados e, principalmente, acordos internacionais com o maior peixe do mercado é uma certa garantia de prosperidade ou, melhor dizendo, “carta branca” para atuação em segurança. Porém, independentemente da assinatura de qualquer coisa, só o fato de Obama estar feliz na terra do carnaval e feijoada já é um bom sinal que a mídia vai divulgar para o mundo todo.

Não sou a melhor entendedora de política; não, longe de mim, apesar de eu estar me esforçando para compreender mais a cada dia. Mas posso dizer que sou um pouco entendedora de pessoas, e ao dar uma olhada superficial no conteúdo dos tratados que eles assinarão (veja aqui) analisei a coisa toda de outro jeito.

Os ventos estão soprando diferente agora. Estamos no meio de uma transição na história da humanidade que, como em toda transição, não sabemos onde vai dar. Porém, nesse caso específico, podemos chutar pelo menos qual é o direcionamento do resultado: isonomia.

A começar pelos fatos expressos: o presidente da nação que mais sofreu com segregação é afro-descendente, e com nome árabe (é fato sabido a situação entre os EUA e países do oriente médio). Ele está se encontrando com a presidenta, como a própria não se cansa de afirmar. É uma mudança de paradigma: todo o preconceito que o Americano veio lutando contra, de maneira cega, vai por água abaixo, afinal todos devem respeitar agora o cidadão que possui todas essas aquelas características tão negadas pelo povo americano durante anos. E temos uma mulher no poder, numa sociedade de origem patriarcal. E essas duas figuras estão se encontrando para formar alianças.

Não e uma questão de partidarismo político, se concordo ou não com a política deles. É uma questão maior, que inverte os conceitos formados e consolidados durante séculos na sociedade humana e que agora estão mostrando força, como se fosse uma resposta da natureza chamando pelo equilíbrio. Mulheres foram rechaçadas? Uma delas ocupa o cargo de maior poder. Negros rechaçados? Um deles ocupa o cargo de maior poder no mundo. Os excluídos por motivos desumanos estão recuperando seu lugar.

O Brasil almeja uma vaga permanente no conselho de segurança da ONU há algum tempo; Obama expressou apoio ao desejo Brasileiro. Ele até apoio a entrada da Índia no órgão. Imagino que Obama está construindo uma nova imagem aos EUA: de país “colonizador”, que se colocava acima do mundo, ele está se colocando ao lado do mundo.

Óbvio que há interesses e interesses envolvidos, econômicos principalmente. Mas não podemos ignorar a mudança dos ventos. O simbolismo é muito forte, no sentido que indica um novo direcionamento nas relações humanas.

O mais legal é ver que Barack Obama poderia passar, naturalmente, por um Barack Obama da Silva. Legal né? 😛

Demissão

Sempre que uma pessoa é demitida há alguém para consolar. Já aconteceu contigo? Imagine a situação onde encontra um amigo, você acabou de ser demitido.

– Opa, tudo bem João?

– Oiii Euler, tudo bem e você?

– Ahh, não sei cara, acabei de ser demitido.

Nesse momento teu amigo faz um cara de PQP (Puxa Que Phoda) afinal ele perguntou se tava tudo bem e não se você tinha sido demitido. Devido aquele momento constrangedor, seu amigo resolve te dar um apoio.

– Poxa cara, não fica assim, de repente tem algo melhor te esperando??

ALGO MELHOR? O que seria algo melhor?? O nome de um loja??? ALGO MELHOR LTDA??? Eu não preciso de algo melhor, preciso de outro emprego.

Outra situação são amigos que tentam te dar apoio mostrando o próprio exemplo.

– Que isso cara, não fique assim. Olha para mim, eu também estive na mesma situação que você, mas dei a volta por cima. Inclusive amanhã estarei indo para a Europa, quer que eu traga algo para você?

– Sim, quero que você traga seus Rins enlatados! – Pensei!!!

Porém a situação pior é quando teu amigo quer saber o Por quê?

– Mas Euler, o que aconteceu pra você ser demitido?

– Ahhh cara, já melhorei. As vezes tem algo melhor me esperando, né?

Estamos no mesmo barco

Existiu um filósofo religioso japonês chamado Mokiti Okada, fundador da igreja messiânica, que falava de uma tal lei do retorno. Em outras palavras isso significa: toda energia por nós emitida, seja positiva ou negativa, sempre volta como conseqüência da Lei do retorno.

as o que os japoneses fizeram para merecer tamanho “retorno”? Pra tentar explicar isso vou usar de uma metáfora. Imagine que você vai para uma festa, onde será o motorista e levará mais quatro amigos num carro. A partir do momento que você dá ignição todos os passageiros estão sob sua responsabilidade, certo? Agora suponha que você bebeu nesta noite, voltou dirigindo e sofreu um acidente, onde seus quatro amigos morreram e você, o motorista, o responsável, o bêbado, sobreviveu. Ai te pergunto, quem sofreu com a lei do retorno? Seus amigos! Talvez você não tenha perdido a vida, mas tenha ganhado a culpa.

O que eu quero dizer com isso, é que somos responsáveis por todos que aqui vivem na Terra. Trocando em miúdos, estamos no mesmo barco.

Rotina

Era uma vez um rapaz em seus 25 anos. Todos os dias ele acordava no mesmo horário, vestia o mesmo estilo/cor de roupa, e ia trabalhar. Estacionava na mesma vaga. Na hora do almoço, comia sempre no mesmo restaurante e se sentava na mesma mesa. Todo dia, a mesma coisa.

Era uma vez também uma garota em seus 22 anos. Todos os dias ia para a aula, se sentava no mesmo lugar e seguia a mesma rotina diária. Todos os dias.

Um dia o rapaz resolveu dar bom dia ao porteiro, coisa que nunca fazia. Resolveu mudar o restaurante, experimentou uma nova cor de camisa. Estacionou em uma vaga diferente até.

Um dia, a garota sentou em outro lugar na aula, e passou a ter uma perspectiva diferente da aula. Resolveu ajudar mais em casa e a deixar o café da manhã pronto para seus familiares. Mudou sua rotina.

Mudar não significa somente “ser o contrário do que é”. Mudar é também fazer algo que, até então, não fazia. É procurar pensar um pouco diferente do que veio pensando até hoje. É, também, fazer um algo a mais: tomar uma atitude, tomar uma decisão, querer mudar para melhor!

[Mitsuaki Manabe]

 

“…que eu quero o mesmo que você”.

Tenho andado distraído, impaciente e indeciso.

E ainda estou confuso, só que agora é diferente: estou tão tranqüilo e tão contente.

Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada para ninguém.

Me fiz em mil pedaços pra você juntar. E queria sempre achar explicação pro que eu sentia.

Como um anjo caído, fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.

Mas, não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.

Já não me preocupo se eu não sei por que; às vezes o que eu vejo quase ninguém vê; eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito, o Infinito é realmente um dos Deuses mais lindos.

Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?

Me disseram que você estava chorando… E foi então que eu percebi como te quero tanto.

Já não me preocupo se eu não sei por que.

Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê.

Eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu quero o mesmo que você.

Me espanta e emociona ao mesmo tempo a maestria do Renato Russo. Sério, ele é a definição perfeita de poeta: conseguir expressar com exatidão coisas que todo mundo sente, mas não consegue explicar.

O normal é a gente pegar uma letra de música e destrinchá-la, analisá-la, traduzi-la em palavras mais simples. Nesse caso, o Renato já destrinchou, e eu vou fazer o trabalho inverso: vou dar a matéria prima.

Ele poderia apenas ter escrito: Continuar lendo

Como fazer uma dedicatória

Percebi que muita gente procura no Google dedicatórias para livros. Mas aí é que tá: não tem graça nenhuma receber um presente com dedicatória sabendo que não foi a própria pessoa que escreveu. A graça – e a magia – da coisa está em expressar nosso carinho em palavras para a pessoa especial, e essa idéia é o fundamento do tutorial a seguir.

Uma pequena observação antes: não precisa ser escritor para redigir um texto bom. Texto bom é aquele que cativa as pessoas, lembre-se disso. 😉

Passo 1: Continuar lendo

“Ser ou não ser?”

Taí um questionamento clássico, não só da literatura universal, mas da vida. É claro que a resposta é “ser” ao invés de “não ser”. Não é legal “não ser”, a sociedade não aceita, há uma pressão psicológica e quase cósmica para que você seja.

Pois bem, foi seguindo essa idéia que nosso aclamado Charlie… Peraí, Harper ou Sheen? Qual é o sobrenome dele na vida real mesmo?? Bem, na dúvida, Charlie Sharper. Continuando, seguindo essa idéia, Charlie Sharper acabou se afundando de vez.

É, aquela vida de orgias do cara bonitão (eu diria apenas inteirão, mas é uma questão de gosto) e rico que vemos na telinha da Warner Channel é uma reprodução leve da vida real do Charlie. Ele meio que interpreta seu ego real, e fora dos estúdios ele vive seu alterego. Fala sério, quem não queria viver sem fronteiras e ter a chance de expressar as vontades mais íntimas da mente? Ele pode, afinal é o protagonista da série, não tem Two and a Half Men sem o Charlie, não é mesmo?

Se ele achava que o céu era o limite, se lascou. Sr. Sharper foi oficialmente despedido. Acabou a brincadeira de “interpretando eu”, e levado pelo sentimento egoísta de escolher “ser” duas vezes, Charlie acabou “não sendo” nada pelas suas atitudes. Cara, regra básica: não se xinga seu chefe em praça pública. Se você ganha 2 milhões de dólares por episódio, você faz massagem na pessoa que te proporciona isso.

Ah, não expliquei: é que nesse contexto da demissão do Sr. Sharper, houve troca de “elogios” dele para o produtor.

É a vida. E fica a dica para os meninos que achavam o máximo ver Sr. Sharper pegando geral: vamos pensar um pouco.

Não se sabe ainda o futuro da série. Como ele saiu no meio das gravações da temporada, tudo está incerto. Parece que cogitam achar um substituto. Vamos ver.