Como caçar macacos

Hoje, no final da aula de prática desportiva (é que na faculdade, “educação-física” tem esse nome, hahaha) o professor reuniu os alunos e pediu para que ouvissem a leitura de um texto. Um tanto intrigados (afinal, aquela era uma aula de prática, e assim, textos não têm nada a ver), porém aceitando a sugestão (afinal², a cada aula o professor inventa um jogo diferente), os alunos se aquietaram e ouviram.

Era a história de um macaco que adorava cerejas. Um dia, ele viu uma cereja muito apetitosa e resolveu ir atrás. Porém, a cereja estava dentro de uma garrafa de vidro. O macaco então enfiou sua pequena mão na garrafa e agarrou a cereja. Mas ele não conseguiu tirar o punho fechado com a cereja da garrafa, afinal o gargalo era mais fino.

O macaco não soltou a cereja de maneira nenhuma, e ficou preso à garrafa. Até que chega um caçador, dá um golpe no cotovelo do macaco para que ele soltasse a cereja, e o tira da garrafa.

A questão é que tudo isso havia sido premeditado pelo caçador, que conhecia a maneira de viver dos macacos. No fim das contas, o macaco estava livre da garrafa, mas havia sido capturado.

Fiquei intrigada ao término do conto, afinal ele termina de um jeito que não indica conclusão; é repentino. Ao mesmo tempo, senti que eu precisava ouvir aquele conto.

A lição de moral é, óbviamente, ter desprendimento. Desapego. Quantas vezes nós não agarramos nossas cerejas e, por estarmos presos à ela, somos capturados?

É claro que desprendimento não significa se tornar uma pessoa “passiva” da vida. Equilíbrio, né gente.

Eu achei o conto na internet aqui, mas não consegui achar o autor. É curtinho, vale a pena ler! 🙂

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