O palhaço e o ventríloquo.

Nunca gostei de palhaço, mas o Tiririca me fez gostar. Eu estou acompanhando a candidatura dele e estou vendo como está passando por maus bocados. De início tentaram impedir a candidatura porque ele não declarou bens em seu nome. Questionado sobre isso apenas respondeu: “Meus bens estão no nome de outras pessoas devido a questões jurídicas.” Talvez não estejamos acostumados à sinceridade que tanto pregamos, mas muitas pessoas próximas a mim e a você leitor, já recorreram a tal prática.

Alguns candidatos, se sentindo ameaçados, resolveram investigá-lo. Pelo visto não deu em nada. Resolveram então tentar outra frente. Que tal verificar se ele não seria analfabeto? E é isso que está sendo feito. Pelo visto, vão aplicar um teste para saber se ele é analfabeto? Vamos ver o que dá. Mas pra falar a verdade gostaria de ver o que ele pode fazer como candidato. Artista tem uma sensibilidade que muitos políticos não tem.

Em relação ao analfabetismo, montei um cenário, muito mais pra discussão do que um sentido prático. Imagine a situação hipotética onde o analfabeto pode se candidatar no Brasil. Entretanto uma emenda constitucional fosse criada para proibir a candidatura dele? Todos os analfabetos anteriores a emenda poderiam se candidatar? Somente os novos analfabetos não poderiam se candidatar? Esse paralelismo valeria para o caso do ficha limpa? É uma discussão difícil, até porque lei eleitoral tem peculiaridades em relação a outras leis.

Outro assunto que gostaria de falar é sobre um novo talento do Stand-Up brasileiro. Ventríloquo Roriz. O show que ele deu ao anunciar sua esposa como candidata ao governo do DF é coisa de gênio. O trecho mais hilário foi:

– Roriz, você participará do governo da sua esposa?

– Não sei, se ela me chamar?

Agora um trecho que me chamou atenção da nova candidata; com vocês Dilma Roriz, quero dizer, Weslian Roriz:

– Dona Roriz, o que você já fez por Brasília?

– Eu trouxe o primeiro cão guia para Brasília. Trouxe-o do Canadá!

“Agora fiquei na dúvida, o Roriz é Canadense?”

Enfim, pelo visto Roriz tá mais pra ventríloquo do que pra cão guia. Se bem que, se o povo brasiliense a eleger será um claro sinal de cegueira.

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4 respostas em “O palhaço e o ventríloquo.

  1. Muito bom Euler!! Um palhaço, um ventriloquo e uma platéia pagando pra ver – um cenário perfeito do circo que a nossa política é.

    Não esqueçamos da mulher metamorfose (Dilma e suas plásticas), do Serra chupador de sangue e do morto-vivo Plínio Arruda.

    Piada final: Nunca brinque de morto-vivo com o Plínio Arruda. Vai que um dia ele leve o “Morto” a sério.

  2. Meu, Roriz e Roriza Horrorizam! HAIUHAIUHAIUHAIUH podre, eu sei! Mas mais podre q minha piada é esse casal de hipocrizia e robalheira……..REVOLTA FEELINGS NO MÁXIMO!

  3. Comentar sobre as eleições é, necessariamente, comentar sobre a democracia, até porque o processo eleitoral só existe em países democráticos (óbvio). A priori, qualquer cidadão pode se expor à vida política e buscar cargos governamentais tais como deputados, governadores, prefeitos, vereadores e presidente, incluindo os analfabetos e os corruptos. Aos que não sabiam, George Washington, primeiro presidente americano, era analfabeto e de origem humilde. A posteriori, apenas os melhores candidatos seriam eleitos: o crivo do povo, que buscaria em seu perfil os melhores homens, restringiria a ascensão de “picaretas”. Fato é que, no Brasil, existem vícios eleitorais que possuem milhares de explicações: tem gente que diz que é a formação do País, por ter sido colônia de exploração; outras pessoas comentam que é o corolenismo; e até acadêmicos, como FHC, dizem que é a dependência existente entre países ricos e pobres (Teoria da Dependência). Enfim, o que nos mostram as eleições – de Collor até as atuais de 2010 -, independente das análises das origens do mau funcionamento do País, é que estes vícios perduram no Brasil ampliando-se, inclusive, nos níveis mais altos e baixos da sociedade. Quer dizer que pessoas ricas e pobres compartilham de um mesmo parecer: são inaptas e ignorantes à democracia. Portanto, meus caros, otimismo, pois, sendo Lula ou Tiririca, Roriz ou Agnelo, Clodovil ou Cristovam, as eleições nada mais são do que jogos de azar, onde pessoas vendadas (eleitores) atiram nos escuro em busca do prêmio (melhor candidato).

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