Os livros e suas dedicatórias

Oi gente! Dessa vez eu não venho escrever post nenhum! Venho apenas apresentar um post interessante que a minha amiga Jana escreveu como colaboração pro Ermo!

É, o Ermo adora colaborações interessantes! Se você quiser, vem ser mu amigo e me cative, quem sabe eu não permito também? Hauhauhuha! =P

Com vocês…Jana!

Fui convidada pela Lulu para fazer um post para o Ermo. Então, senta que lá vem história 😉

 Ano passado, estava fazendo um trabalho para a faculdade e peguei vários livros na biblioteca. Pra minha surpresa, ao abrir um dos livros, encontrei a seguinte dedicatória:

 

“À querida amiga Eliana, que muito me recorda o início dos anos 70, quando começávamos o Mestrado em Economia. Com a certeza de que o Brasil ganhará muito com o seu regresso. Um abraço afetuoso do X (não consegui decifrar a assinatura). Brasília, 11 de março de 86 (pelo menos eu acho que é 86…)”

 Eu adoro ler e adoro dar livros de presente. Sempre que eu dou um livro, escrevo uma dedicatória. Na minha cabeça, as pessoas guardavam os livros que ganharam de presente e, principalmente, os que tem uma dedicatória. Quando encontrei essa dedicatória perdida na biblioteca da UnB, me deu um aperto no coração. Parece que todo o carinho que essa pessoa colocou nessa dedicatória e no presente não significou nada.

 Tá, relacionamentos (de qualquer tipo) acabam. Eles podiam ter namorado no Mestrado, terminaram e a Eliana foi embora do Brasil. Quando ela voltou, rolou aquele flashback e o X resolveu dar esse livro. Ela deve tê-lo guardado por um tempo e, depois, numa daquelas faxinas de final de ano, resolveu que a sua vida não tinha mais espaço para aquele tipo de memória. Ou nada disso.

 Enfim, na mesma hora, me lembrei de todas as dedicatórias que já escrevi. Imediatamente, projetei todas elas largadas na biblioteca da UnB ou num sebinho qualquer… Mas como assim? E o carinho que eu coloquei em cada palavra? E toda a atenção na hora de escolher o livro? Onde foi parar tudo aquilo? Não é porque eu não sinto mais todas as coisas que escrevi que elas deixam de ser verdadeiras.

 Diante da impossibilidade de ir atrás de todos os livros que dei de presente e guardar todas as dedicatórias para que elas não fossem jogadas fora, me limitei a tirar essa foto e colocá-la no Orkut, acompanhada do comentário: carinho jogado fora. Ela ficou um tempão lá e recebeu alguns comentários que concordavam com a minha opinião.

 E o tempo passou.

 Outro dia, enquanto eu fuçava uns blogs, encontrei esse aqui ( http://bookinscriptions.com ). Pois é, existe um blog dedicado a compartilhar dedicatórias achadas por aí. Se eu tinha ficado triste ao encontrar uma única dedicatória largada na biblioteca, imagina como fiquei ao achar um site inteiro, com várias dedicatórias perdidas.

 “Nossa. Mas que besteira. Não tem mais o que fazer da vida ao invés de ficar se doendo por uma coisinha dessas?” Bom, eu gosto de escrever coisas que tenham significado para as pessoas que gosto. Cartões, dedicatórias, testimonials, scraps… Nem todo mundo é assim, mas eu valorizo a escrita. Quando a gente escreve o que sente, materializa aquele sentimento.

 Enfim, depois de ler todas (sim, todas) as dedicatórias do site, me convenci de que aquilo tudo não era triste. Não era carinho jogado fora. Não há como saber a trajetória desses livros e dos personagens das dedicatórias. Não necessariamente existe uma história triste por trás. Na verdade, depois de ler tantas demonstrações de carinho, percebi o quanto esse site me inspirou.

 Carinho é carinho. Não tem como se jogar fora, ou devolver dizendo ‘não quero, obrigada’. Mesmo essas dedicatórias não estando mais com os donos originais, elas ainda emitem amor, carinho, atenção.

 Então, resolvi enviar a dedicatória que achei para o site. Perguntei ao dono se ele aceita contribuições em outros idiomas e ele respondeu que sim. Em breve, ela vai ser postada no site 😀

 Bom, fica aqui a minha dedicatória preferida:

 

 “Para Tara, porque ninguém nunca te deu um livro com dedicatória antes, porque você ama fotografias, porque nós somos obsecados por Elliot e porque eu estou apaixonado pelo mundo visto através dos olhos de uma garota.

Seth”

(É. Uma ironia eu nunca ter ganhado um livro com dedicatória também…)

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19 respostas em “Os livros e suas dedicatórias

  1. Acho q mesmo sem ter visto todas as dedicatorias do site, eu acho q essa e a minha preferida!! eu tb nunca ganhei um livro com dedicatoria, se servir de consolo, mimmmi!
    hieuhaiehae!
    adorei jana!
    beijos

  2. “Porque você ama fotografia”, na verdade…

    Olha, compartilho do mesmo sentimento. Também gosto de dar e receber livros, de fazer e receber dedicatórias. Nunca joguei um livro fora ou doei, nem os de ex-namoradas.

    Já vi livros na biblioteca com dedicatórias legais também, mas nunca fiquei tão tocado a ponto de sair pensar tudo isso e ir atrás =P

  3. Carak Jana, senti um pedido de dedicatória no final do post. hahaha
    Um dia, ainda pequeno, vi um cartão que meu pai havia mandado para minha mãe em 1983. Bem, eu nasci em 1985. Pelo meus cálculos eles estavam prestes a se casar. Quando vi aquilo, pensei: “nossa meu pai amava minha mãe tanto assim??”
    É tão difícil imaginar as mãos que escreveram um poema a anos atrás com os olhos de hoje.

  4. hahaha.. acho q tb nunca ganhei um livro com uma dedicatória “espontânea”. Eu sempre forço a barra. Ao ganhar um livro sempre pergunto: “kd minha dedicatória?”

  5. Naná já ganhou sim… Abre o Harry Potter 4 que vc verá a dedicatória, hahahahahahaha!

    Jana, tadinha de vc…. Vou te dar um super livro com a melhor dedicatória de todas (claro, primeiro vou esquecer disso e depois vai ser espontâneo, pode apostar, hehehe)

  6. Devo confessar que uma dedicatória num livro científico que comente sobre o Mercosur é triste. Como a instituição nasceu apenas com a aproximação entre Alfonsín e Sarney, aproximadamente em 1989, creio que a dedicatória não é dos anos 1970 (só pedir pro Euler fazer as contas! Hehehehe), e sim da década de 90. Eita se o Alcides vê isso, Jana.
    Besos

    • Por que será q eu to ouvindo o eco de “MESTRADOOOO” até agora? AHIUHAIUAHIUAHIUAHIUAHIUAH Brinks Jana! xD
      Que letrinha mt doida….curso de caligrafia pra galera , aêêêê! o/

  7. Parece letra de psicografia! Jana, amei seu post!Eu também adoro ler e digo mais, podem me presentear com livros que eu não me importo. Muitas pessoas gostam de ler mas dizem que livro não é presente, aí fico com receio dar e não agradar. Mas pra mim é! E com uma dedicatória melhor ainda ; )

    Pra não dizer que eu nunca ganhei uma dedicatória, ganhei um livro fofo de uma amiga que eu nem tenho mais contato. Ela escreveu tão lindo que eu não vendo pra sebo nenhum! E se um dia eu presentear alguém com um livro não faltará dedicatória, pois pra mim todo presente deve ter um cartãozinho. Não é apenas pelo presente, mas sim pelo afeto.

    Jana, vou te dar uma dedicatória mas precisa ser no livro?

    hahahaha

    beijos, Mila

    • Huahuahuahua, brigada Mila :b Parece que eu escrevi esse post só pra ganhar livro com dedicatória, né? É bom deixar claro que não foi! Mas eu também adoro ganhar livro de presente 😉 Vamos trocar uns livros, então 😉

  8. Vaaaamos! Eu topo! Esqueci de dizer uma coisa triste também. Eu vi livro de ensinamento no Sebinho da 408 norte. E o pior, tinha dedicatória! Isso foi duplamente triste =/ vai saber o que a pessoa sentia na hora. Vai que era um antepassado revoltado? hauhauahu

  9. Post muito bom Jana, acho que dedicatória é um registro do carinho daquele momento pelo outro na página de um livro que vale a pena ser recordada sempre, independentemente do tempo, da situação ou das mudanças acontecidas… Lendo todos esses coments me dá vontade de comprar um livro massa pra cada um que escreveu aqui que nunca recebeu uma dedicatória (claro, o livro vai vim com uma dedicatória minha bem bonitinha, hahaha).
    Ou, bora fazer um amigo-culto (sim, CULTO, sacou, sacou? aehuiaehueai) de livros? QUEM BOTA FÉ BOTA O DEDO AQUI SE NÃO VAI FECHAR, NÃO ADIANTA CHORAR…

  10. Pingback: Os números de 2010 « O ermo do lampião

  11. Sem querer dar uma de coveiro, mas encontrei este post hoje.
    Arrisco a dizer que o Sr. X se chama Luis, pela primeira letra e pelo acento.

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