Falso moralismo holandês

Em se tratando de competições, todos que participam, jogam com a intenção de ganhar. Certamente a graça da competição está no fato de não haver espaço para todos no hall dos vencedores, sendo este o combustível principal para que os competidores se esforcem, criem táticas para se destacarem.

Claro que, tendo consciência disso, e sabendo que sempre haverão mais perdedores do que vencedores, há o outro lado da competição, evidenciado talvez pelo próprio nome: o lado do “competir”, de vencer seus limites para atingir um nível mais elevado, o de se divertir e conviver, o de saber lidar com vitórias e derrotas, o de saber escolher entre “ter caráter” e “ganhar a todo custo”.

Poderíamos até considerar que uma competição é uma ótima metáfora para explicar a vida de uma maneira geral.

Sendo uma das – senão ‘a’ – competições mais importantes a nível mundial, a Copa do Mundo pode ser considerada como o símbolo de diplomacia mundial, mostrando que países de culturas diferentes se unem e convivem por causa de um esporte.

A final de ontem me fez pensar sobre pontos que eu já tinha observado antes. Obviamente estou falando da Holanda, do futebol da Holanda, especificamente.

Holanda é conhecida pela civilidade de seus cidadãos, país que não tem muitas regras, primeiro mundo. Confesso que foi bonito ver o time holandês entrar em campo para enfrentar quem quer que fosse com a bandeira do time adversário estampada em seu uniforme. Poxa, isso mostra espírito de competição, é um tipo de diplomacia bacana, ponto pra Holanda. Foi bonito também ver o jogador holandês, ao cobrar um escanteio (foi escanteio? Não entendo muito de regras de futebol, haha) devolver a bola pro goleiro espanhol por ter ocorrido um equívoco de passe antes. Poxa, outro ponto pra Holanda, bacana isso, mostra caráter.

Entretanto, entretanto, já diziam que as aparências enganam. Em campo, os jogadores holandeses, tomados por uma “postura diplomática”, não mediam esforços em levar seu jogo baseados no princípio “ter mérito baseado no erro alheio”. Isso se mostrou claro quando eles não se importavam em atrapalhar o adversário de maneiras ilegais para um jogo (agarrando, puxando camisa, segurando) e, o principal, não se importavam em mostrar seu show de violência.

Ah, esqueci de mencionar, cada chute/voadora era seguido de um “pô, cara, desculpa aê. Você tá bem?” afinal eles são “diplomáticos” e “civilizados”.

Eu vejo muitos brasileiros falarem o quanto sentem falta de um futebol-arte. Todos gostam de assistir a belos passes, belos gols. Mas imagino que fica difícil qualquer cidadão jogar algo com alguém toda hora tascando chutes, dando encontrões, puxando sua camisa e até te prendendo. Não culpo os brasileiros de terem se irritado na partida final do Brasil nesta copa. É froids, né?

Ontem torci pra Espanha. Eles mereceram ganhar, pra esfregar na cara da Holanda que violência não leva a nada.

p.s: o Casillas é uma gracinha! 🙂

ATUALIZADO:  Só pra mostrar que mais gente pensa igual! Veja aqui.

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3 respostas em “Falso moralismo holandês

  1. Gracinha é a namorada dele, hauHAuahuaHuah

    [link href=”http://sportv.globo.com/videos/copa-2010/v/casillas-goleiro-da-espanha-beija-namorada-ao-vivo-apos-conquistar-copa-do-mundo/1298797/#/Seleções/Espanha/page/2″ />

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