Das vitórias e dos desafios

Vou contar uma história que imagino ser conhecida pela maioria. É sobre um rapaz, quase um garoto, brasileiro, humilde, simpático e talentoso, muito talentoso. Seu nome é Ayrton.

Ayrton resolveu se dedicar por inteiro ao esporte automobilístico, começando pelo kart, e evoluindo até chegar no patmar mais alto de reconhecimento, a fórmula um. Ganhar um título era muito importante para ele, era o que o motivava todos os dias quando acordava e ia treinar: era seu sonho, meta, objetivo.

Assim, eis que ele prova seu talento e a chance de ser campeão finalmente bate à sua porta. Na corrida de classificação, Ayrton consegue a pole position, largando em primeiro. Ele estava quase lá, e seu sonho estava a um passo da realidade.

Então, no dia do grande prêmio, lá está ele, largando em primero, confiante, feliz, quase nem acreditando. E é dada a largada. Vejam o que acontece (só precisa ver até os primeiros 50 segundos):

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F1 e suas decisões!

Depois do que aconteceu ontem na F1 não assisto mais a ela. Acordar 9h e de vez em quando ficar acordado para ver um rádio determinar a vitória? E não é só por isso, já vivemos o Cingapura Gate, vimos Schumi Vigarista (embora ele seja meu ídolo, ele era um Dick Vigarista de primeira). Desculpe os amantes, mas a F1 que vá a falência. Meu sono vale mais do que isso! E quer saber? Vamos fazer a comunidade: “Não compro mais a minha Ferrari!” AuAHuhahAuaHUAH

Época de política

Estamos começando a nos envolver com a política. Essa época é impossível olhar para fora e não se envolver nesse novo clima. O Brasil passa hoje, na minha opinião, por uma nova fase na política. Hoje temos os dois principais candidatos à presidência sem nenhum carisma, mas ao mesmo tempo, vejo dois candidatos extremamente competentes para guiar o país. Sim, tanto José Serra, como Dilma Rousseff são candidatos com uma história política que os credenciam a chegada até o Planalto.

Dilma ao assumir a Casa Civil, passou a coordenar os principais programas do governo Lula. Não se pode dizer que ela não possui experiência para conduzir nosso país. Já José Serra foi um ótimo ministro da saúde. E a aprovação dele foi de 39% no estado de São Paulo, dando a ele a 3ª melhor avaliação para governador. Com certeza, temos dois ótimos candidatos a presidência, a escolha acredito que se dará muito mais pela preferência do eleitor do que pela competência dos candidatos.

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A cartomante

Juliana era uma doce jovem, de lindos cabelos cacheados negros, com seus olhos verdes. Com seus 20 anos recém completados, qualquer um que a olhasse pensaria que não iria mais encontrar alguém tão bela. Sua vida profissional não ia bem, de certo se preocupava com tal situação, mas nada que a alarmasse. Entretanto, naquela segunda-feira, acontecerá o inesperado. Seu noivo rompia tudo, não havia mais compromisso. Agora nem trabalho, nem amor. Para ela nada fazia mais sentido. Cada um suporta o que pode suportar. Para ela fracasso profissional não era motivo de desespero, mas, por algum motivo, suportar a perda de uma paixão era a maior desilusão.

Naquela semana, ao sair para seu trabalho, viu a porta aberta de uma cartomante. A vontade em saber o futuro era inevitável. Sempre vêm aquelas vozes, “Você acha que vai mudar de vida ouvindo uma cartomante”, “ele não irá voltar só de saber o futuro”. Mas alguns porquês deveriam ser respondidos. Resolveu entrar.

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Grande ideia?

Estava ali, com meus 15 anos. Vendo tudo acontecer, tudo para o ar. Foi quando chegou mamãe dizendo:

– Acho que a conta de luz não foi paga.

– Como você sabe mãe?

– Eles vieram ontem para cortar a luz.

– E a conta ta paga?

– Não!

– Então de fato a conta não foi paga, mãe!

– É, sim! Mas achei que teu pai tinha… – Ahh, tive uma grande idéia. – Vamos ficar aqui dentro, se alguém bater a porta não atendemos, ok?

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Falso moralismo holandês

Em se tratando de competições, todos que participam, jogam com a intenção de ganhar. Certamente a graça da competição está no fato de não haver espaço para todos no hall dos vencedores, sendo este o combustível principal para que os competidores se esforcem, criem táticas para se destacarem.

Claro que, tendo consciência disso, e sabendo que sempre haverão mais perdedores do que vencedores, há o outro lado da competição, evidenciado talvez pelo próprio nome: o lado do “competir”, de vencer seus limites para atingir um nível mais elevado, o de se divertir e conviver, o de saber lidar com vitórias e derrotas, o de saber escolher entre “ter caráter” e “ganhar a todo custo”.

Poderíamos até considerar que uma competição é uma ótima metáfora para explicar a vida de uma maneira geral.

Sendo uma das – senão ‘a’ – competições mais importantes a nível mundial, a Copa do Mundo pode ser considerada como o símbolo de diplomacia mundial, mostrando que países de culturas diferentes se unem e convivem por causa de um esporte.

A final de ontem me fez pensar sobre pontos que eu já tinha observado antes. Obviamente estou falando da Holanda, do futebol da Holanda, especificamente. Continuar lendo