Morfologicamente falando…

No mundo da morfologia, as sentenças seriam a sociedade, sendo essa sociedade um misto de modernidade com antiguidade.

  • Os verbos seriam a monarquia, afinal eles que regem sobre tudo e todos;
  • Os substantivos e adjetivos seriam a nobreza, afinal eles que nomeiam e qualificam;
  • As conjunções seriam os diplomatas, pois eles têm o poder de unir ou não;
  • As preposições são os conselheiros da monarquia, afinal eles têm o poder de direcionar;
  • Os advérbios são os empresários, os acionistas: eles vão dizer quais as circunstâncias para a realização de tal evento;
  • Os artigos e numerais são as socialites: não tem uma função lá importante, mas estão sempre acompanhando a nobreza.
  • As interjeições são o povão: não são consideradas exatamente uma classe gramatical, mas têm as manhas de como se expressar e fazer barulho: iuhuuuuuuuuuul!

 

Ah se no meu ensino médio eu tivesse uma aula de gramática contextualizada assim… talvez as coisas não teriam sido tão chatas, hahaha.

O blog andou meio ermo esses dias. Venho me desculpar e explicar que o bicho tá pegando na facul. São tantos textos pra ler, tantos trabalhos pra fazer que eu nem sei por onde começar, hahaha. Este amontoado de conteúdo inibem, de certa forma, minha criatividade, afinal preciso direcionar os esforços para os trabalhos. O único tipo de produção criativa que sai no momento é algo do tipo acima, temas relacionados com coisas que estou estudando agora, temas nerds. Estou meio que rodeada por estruturas gramaticais, sujeitos e predicados, verbos e advérbios. É como se eu entrasse na sala, e todos esses elementos me falassem: “Oi Lu! Entre, sintaxe à vontade!”  ¬¬

Se estou enlouquecendo? Que iiisso! 😛

Bom, isso tudo me faz lembrar de um grande poeta americano do século XX, e.e.cummings, e de uma das poesias mais bonitas de todos os tempos: 

Já que sentir vem primeiro
quem dá alguma atenção
à sintaxe das coisas
nunca te beijará por inteiro

 Em ser inteiramente louco
enquanto a primavera está no mundo

 meu sangue aquiesce,
e os beijos são fado maior
que a sabedoria
senhorita eu juro por todas as flores: não chores
– o melhor gesto de minha mente é menor que
o seu piscar de olhos que dizem:

 somos feitos um para o outro, então
sorri, caia em meus braços
porque a vida não é um parágrafo

 e a morte, creio, não é um parêntesis

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2 respostas em “Morfologicamente falando…

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