A busca pela metade…É?

Todo mundo almeja viver um grande romance. Algo como uma aventura, cheia de emoção, surpresas, felicidade. Todo mundo, no fundo, almeja que sua amada, que seu amado, seja seu melhor amigo – e vice versa. 

Mas é algo incoerente com o cenário atual, que é bem diferente: temos muitos sentimentos sinceros reprimidos e escondidos no fundo mais profundo dos corações por aí. A sociedade que procura independência e acredita na distância entre nós faz jus ao orgulho estampado na cara, ao foda-se na ponta da língua, pronto a ser soltado a qualquer um que não atingir o nível estabelecido, nível esse, vamos combinar, impossível de ser atingido. Afinal, não sabemos o que queremos.Não sabemos que nível é esse, e pior, não aceitamos as pessoas como elas são, afinal falta algo para atingirem o nível. Círculo vicioso, né?

A geração ‘mamãe protege o filhinho’ deu (está dando) origem a seres adultos que não sabem como lidar com situações adversas, afinal não tiveram a oportunidade de lidar com seus próprios problemas na infância: a mamãe cuidou de tudo mesmo. Mas a vida continua, e mamãe não está lá para sempre.

É por isso que muita gente não sabe valorizar algumas coisas. Ganhou tudo de mão beijada, não tem capacidade de lutar por algo – e o pior, não tem capacidade de valorizar o que ganhou. Não tenha raiva de seus pais se esse for seu caso; compreenda o motivo deles e mude sua atitude. Não é por acaso que você é um homo sapiens, dotado de inteligência reflexiva, não é?

Tá, o que isso tudo tem a ver com os relacionamentos de hoje em dia estarem “se desencontrando”? Tudo! Vamos juntar as partes: O orgulho não nos permite ceder pontos de vista, não permite aceitar o próximo como ele é. Isso pode dificultar um pouco as coisas, não? A geração atual que não sabe valorizar também não sabe lutar. Ela é facilmente dominada pelo medo, e o medo corrompe. Assim é comum ver homens que não valorizam mulheres, e mulheres fáceis demais. Uma coisa leva a outra e temos aqui, tcham tcham tcham tcham, um outro círculo vicioso.

Claro, temos as exceções! Mas onde elas estão? Bem, estão com muito medo para arriscar algo. Provavelmente dentro de casa, imaginando como as coisas poderiam ser se fizessem algo. Se.

Mesmo sendo uma questão que envolve criação, imagino que a reflexão e o esforço pragmático sejam soluções eficazes para uma possível mudança de paradigma. Círculos viciosos podem se tornar círculos virtuosos. Basta quebrar a rotina. Mudar, em outras palavras. Ah, isso é difíííícil pacas, já vou avisando. Mas você vai ser bem recompensado, “no pain, no gain” é como dizem. 😉

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12 respostas em “A busca pela metade…É?

    • É, mlq, apesar da brincadeira eu entendi o que vc quis dizer. P/ mim é meio complicado pensar assim. Acho q às vezes penso como mulher, por isso q ñ dá certo, huahauhauhaha

      • Mlk, se fosse assim Deus faria as frutas nascendo pela metade.
        Só depois de vc achar a cara metade delas é que poderia comê-las. (Triplo sentido)
        AHUAHauhuaH

  1. “Claro, temos as exceções! Mas onde elas estão?”. Tô bem aki-i, oh!! HAUhauhauhahua. É verdade, Lu, as pessoas tem medo de serem felizes, já que quem é feliz demais pode sofrer mais tb. É como dizem: “Quanto mais alto vc voa, maior é o tombo se vc cair…”, mas não adianta pensar assim, pois vc jamais vai poder dizer o que é tirar os pés do chão…

  2. “Círculos viciosos podem se tornar círculos virtuosos” realmente… =]

    De tudo que vc disse, Lu acho que as pessoas são muito individualistas e materialistas hoje em dia. E quando se deparam com um relacionamento querem ser o centro. Isso cria problemas.

    =**

    OBS: Esse foi o MELOR post seu Lu! Ameeei ^^

  3. O senso comum sempre nos diz para procurar “nossa cara metade”, “tampa da panela”, “metade da laranja”. A verdade é que enquanto vc procurar “sua cara metade”, nunca a encontrará. Como, o euleralencar disse nos comentários lá em cima, somos inteiros. Em uma dessas conversas longas de chat pela madrugada, eu e um amigo, chegamos a uma palavra que talvez defina melhor, não somos incompletos a procura da metade que nos falta. Somos sim, imperfeitos. E encontrar um certo alguém talvez só nos faça realçar nossas qualidades e minimizar os defeitos.

    Bjos, Lu! Muito bom o texto.

    • Nossa, que conclusão, hein? HUAhauhauha. Mto bom, mas eu ainda acho que depende. Cada um procura uma coisa diferente no outro. Quem se sente incompleto, realmente procura a cara metade. Quem sabe ser completo, como vc disse, procura realçar as qualidades e mais ainda, uma satisfação que sozinhos não conseguem alcançar. Já dizia o poeta: ninguém é feliz sozinho… Justamente porque lhe falta esta satisfação.

      Quem se acha incompleto, de duas uma: ou ainda tem que achar sua cara metade em si mesmo ou tem a certeza de que não irá encontrá-la a não ser em outra pessoa.

      • Mas aí é que está a grande questão. A busca de quem se sente incompleto não pode ser projetada no outro. Porque tem tudo para dar errado. O ser humano por natureza nasce em busca de algo que lhe preencha por dentro. Mas ao projetar isso no outro, em vícios, essa busca estará fadada ao fracasso. Talvez seja muita responsabilidade projetada em cima de uma pessoa que também está a procura e também é imperfeita. Não sei.. é uma discussão longa. rsrsrs.. e talvez não cheguemos a conclusão nenhuma. rsrsrs…

  4. Concordo com a Nicole! Nossa vida deve fazer sentido completo independete de alguém. Todos somos humanos, e sentimos os mesmos sintomas psicológicos e emocionais, ou seja, NÃO COLOQUE ALGUÉM NO CENTRO DA SUA VIDA, ESSE ALGUÉM PODE DESMORONAR. Se isso acontece o que você faz??? Desmorona junto =/
    Relações de independência JAMAIS!= ]
    Procure alguém para COMPARTILHAR momentos e não para completá-los…

    Beijos

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